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Você conhece alguém que está sofrendo por uma perda?

consolando

Por Andreia Chagas (psicóloga clinica)

Sabe, quando estamos perto de uma pessoa querida que sofreu uma perda, às vezes ficamos com medo de provocar mais dor e sofrimento, ficamos cheios de dúvidas e sem saber que caminho escolher. Mas é importante saber que sua presença é importante. Estar junto de uma pessoa enlutada, sem cobranças e sem expectativas pode ser muito valioso.

Se você quer ajudar, forneça uma lista escrita das coisas que pode fazer e os horários disponíveis. Lembre-se que há coisa simples que são difíceis de realizar quando se está muito abalado, como transporte, compras, cozinhar, limpeza e outras atividades rotineiras. Lembre-se de se colocar a disposição para cuidar de coisas práticas que ficam esquecidas.

Se você é próximo o suficiente, ofereça-se para ficar com as crianças, conversar e brincar com elas. Ter um adulto conhecido e calmo junto delas já é uma grande contribuição e pode ser um descanso para os pais enlutados.

Não evite falar do falecido e não tente evitar que as pessoas enlutadas falem dele(a). Seja um bom ouvinte, sem forçar a conversa; apenas deixe que saibam que você vai ouvir. Em caso de dúvida, pergunte. Tolere as variações de humor e até algumas crises de raiva. Não são contra você. O luto também significa sentir raiva pela perda sofrida.

Lembre-se que certas datas são marcantes e especialmente sofridas: aniversário de nascimento, de morte, de casamento, feriados e dias festivos. Mantenha o contato nessas datas: um telefonema para dizer que você também se lembrou pode ser acolhedor.

Luto é um processo que leva mais tempo do que em geral supomos. Você pode observar períodos melhores e piores, mudanças nas pessoas enlutadas, uma aparente regressão “quando tudo ia tão bem”. Não espere um processo contínuo e linear, as oscilações vão ocorrer.

O luto é uma reconstrução. A pessoa enlutada não vai “voltar a ser o que era”. Ela estará construindo uma nova identidade, novas crenças, novos sonhos. O luto é o caminho para uma nova etapa de vida.

Espero ter contribuído com você estar preparado para ajudar àqueles que virem a sofrer uma perda. Adorei conversar com você sobre este assunto! A essa altura tenho duas perguntas para que possamos continuar conversando:

1ª Você tem alguma dúvida sobre o assunto?

É um tema difícil, e não raramente, ficamos cheios de dúvidas. Se esse for o seu caso, se você tiver uma pergunta específica, me deixe saber, vai ser um prazer te ajudar.

 

2ª Você gostou do tema da nossa conversa? Ajudou você em algo?

Eu pergunto isso porque gosto de criar um conteúdo prático, fácil e útil para ser aplicado no dia a dia, e que faça a diferença na vida das pessoas. Para isso eu preciso de sua ajuda, se puder, responda esse e-mail com a sua opinião sobre o tema, e sugestões de temas futuros.

 

Conheça os direitos do paciente com câncer

paciente câncer

 

Você conhece os direitos do paciente com câncer?

01. Documentação

• É de direito do paciente com câncer conhecer e ter acesso a seu prontuário e a toda documentação do tratamento, de atestados e laudos a resultados de exames. O prontuário deve conter o histórico do paciente, descrevendo o início e a evolução da doença, o raciocínio clínico para o diagnóstico e tratamento, os exames realizados, a conduta terapêutica e todos os relatórios e anotações clínicas relativas ao paciente.

• O paciente com câncer tem direito a ter seu diagnóstico e tratamento por escrito, de modo claro e legível, com identificação do médico e seu registro no respectivo Conselho de Medicina.

• Com essa documentação clínica os pacientes irão comprovar tudo aquilo que precisarem pedir aos órgãos públicos como Receita Federal e INSS ou às entidades privadas como bancos e planos de saúde, além de garantir e exercer seus direitos.

• É muito importante que os pacientes tenham em mãos as vias originais de seus laudos médicos, exames, atestados, biópsias, radiografias e tomografias. Dependendo do caso, é importante também ter os laudos e exames médicos realizados antes do diagnóstico do câncer para comprovar que a doença não era pré-existente em casos de questionamentos dos planos de saúde.

• Medidas judiciais não necessitam de documentação autenticada. Porém, antes de entrar com uma medida judicial tire cópia autenticada, no Cartório ou Tabelionato, de todos os documentos principais, guardando os originais em local seguro. Caso o paciente não tenha algum documento médico, vale lembrar que todos os dados dos prontuários são arquivados e protegidos pelo Código de Ética Médica.

• O paciente (ou algum familiar) pode ter acesso às informações arquivadas, basta elaborar um requerimento dirigido ao médico, ao hospital ou ao posto de saúde em que foi realizado o atendimento médico. Todo requerimento deve ser feito em duas vias, uma cópia fica com o órgão solicitado e a outra com o paciente solicitante. Exija e conserve sempre o protocolo de entrega com carimbo de data e assinatura, porque ele é de fundamental para contagem dos prazos.

• Tenha sempre em mãos documentos e cópias autenticadas de certidões de nascimento, casamento, divórcio, óbito dos pacientes e de seus dependentes; carteira de Trabalho e Previdência Social; extratos do FGTS; contrato de plano de saúde e/ou de seguros, contrato de financiamento da casa própria; cartão do PIS/PASEP; carnês de contribuição previdenciária; declarações do Imposto de Renda; carta de concessão da aposentadoria; outros documentos que possam comprovar situações previstas em lei e que garantam direitos.

02. Transporte urbano gratuito

São Paulo

• Na cidade de São Paulo, o paciente com câncer, quando em vigência de tratamento de quimioterapia e ou radioterapia, é isento de tarifas em transporte municipal e intermunicipal, isto é, no metrô, ônibus municipal da SPTrans, ônibus e micro-ônibus intermunicipal da EMTU e trens da CPTM.

• Para usar o benefício na cidade de São Paulo, o paciente deve agendar a perícia médica no posto de saúde mais próximo da residência, ligando para 150. Defina quais são os meios de transporte público utilizados pelo paciente. Separe os seguintes documentos: carteira de Identidade (RG) ou certidão de nascimento; CPF; carteira de trabalho; comprovante de residência recente; laudo médico do local em que o paciente faz tratamento (com data inferior a três meses) que contenha endereço e telefone, CID (Código Internacional de Doenças), carimbo, CRM e assinatura do médico responsável; laudo de isenção tarifária concedido pela perícia médica do posto de saúde.

03. Auxílio-doença

• O auxílio-doença é o benefício mensal a que tem direito o paciente com câncer inscrito no Regime Geral de Previdência Social (INSS), quando fica temporariamente incapaz de trabalhar. A incapacidade é comprovada por meio de perícia médica do INSS.

• O paciente deve comparecer ao Posto da Previdência Social mais próximo de sua casa para agendar a perícia médica. Ele deve levar a Carteira de Trabalho ou documentos que comprovem sua contribuição ao INSS e declaração ou exame médico que descreva seu estado clínico.

• O paciente empregado começa a receber o benefício a partir do 16º dia de afastamento da atividade. Os demais pacientes recebem a partir da data do início da incapacidade ou do pedido do benefício.

• Qualquer dúvida, o canal com a Previdência Social é o PREVfone 0800 78 0191.

04. Aposentadoria por invalidez

• O paciente com câncer pode receber a aposentadoria por invalidez desde que sua incapacidade para o trabalho seja considerada definitiva pela perícia médica do INSS. O recebimento do benefício independente do pagamento de 12 contribuições, porém o paciente deve estar inscrito no Regime Geral de Previdência Social (INSS).

• A aposentadoria por invalidez começa a ser paga a partir do 16º dia de afastamento do trabalho. Se passar mais de trinta dias entre o afastamento e a entrada do requerimento, o beneficiário será pago a partir da data do pedido do benefício. Caso o paciente com câncer receba o auxílio-doença, a aposentadoria será paga a partir do dia imediato ao cancelamento do outro benefício. Para trabalhadores autônomos, o benefício começará a ser pago a partir da data do pedido.

05. Isenção do imposto de renda na aposentadoria

• Os pacientes com câncer e aposentados estão isentos do imposto de renda relativo aos rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão, inclusive as complementações e rendimentos acumulados.

• Para solicitar o benefício, o paciente deve procurar o órgão que paga a aposentadoria, como INSS, Prefeitura, Estado etc. Para fazer o pedido são necessários os seguintes documentos: Cópia do Laudo Histopatológico e Atestado médico (com Diagnóstico expresso da doença, Código Internacional de Doenças, Menção ao Decreto nº 3000 de 25/03/99, Estágio clínico atual da doença e do doente, carimbo legível do médico com o número do CRM).

• A doença será comprovada por meio de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos estados, do DF e dos municípios, com prazo de validade nos casos passíveis de controle. Assim que aprovado o laudo, o benefício é automático.

06. Isenção do ICMS na compra de veículos adaptados

• O ICMS é o imposto estadual cobrado em operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços. Ele pode ser anulado na compra de um veículo adaptado ao paciente se comprovada a necessidade. Para isso, o paciente deve comparecer ao Posto Fiscal mais próximo da residência.

• Leve a solicitação em duas vias e os seguintes documentos: declaração expedida pelo vendedor do veículo com o número do CIC ou CPF do comprador e a afirmação do uso do veículo exclusivamente pelo paciente impossibilitado de utilizar modelo de carro comum; Original do laudo da perícia médica fornecido pelo Departamento Estadual de Trânsito do Estado que atesta a incapacidade do doente para dirigir veículo comum , a habilitação para dirigir veículo com características especiais e o tipo de deficiência, adaptação necessária e a característica especial do veículo; cópia autenticada da Carteira de Habilitação que especifique no verso as restrições referentes ao motorista e à adaptação realizada no veículo.

• Para solicitar a declaração para o vendedor, o paciente deve entregar uma cópia autenticada do laudo fornecido pelo DETRAN e um documento que declare o destino do automóvel para uso exclusivo do doente devido à impossibilidade de dirigir veículos comuns.

07. Isenção de IPI na compra de veículos adaptados

• O IPI é o imposto federal sobre produtos industrializados. O paciente com câncer é isento deste imposto apenas quando apresenta deficiência física nos membros superiores ou inferiores que o impeça de dirigir veículos comuns. Para solicitar o benefício, o paciente deve apresentar os exames e o laudo médico que descrevam e comprovem a deficiência.

• O veículo deve ser de fabricação nacional, movido a combustível de origem renovável e apresentar características especiais como o câmbio automático ou hidramático e a direção hidráulica.

• O benefício pode se renovar apenas uma vez, três anos depois da data da primeira solicitação.

• Para solicitar a isenção o paciente deve obter no DETRAN os seguintes documentos: laudo de perícia médica com o tipo de deficiência física, tipo de veículo com as adaptações e aptidão para dirigir de acordo com o Conselho Nacional de Trânsito; carteira nacional de habilitação com: a especificação do tipo de veículo e suas características especiais; aptidão para dirigir, conforme o laudo de perícia médica e de acordo com o CONTRAN.

• Em seguida, o paciente deve apresentar o requerimento em três vias na unidade da secretaria da Receita Federal de sua jurisdição. A primeira via permanecem com o paciente, a segunda com o distribuidor e a terceira será anexada ao processo. A primeira via do paciente deve ter a cópia do laudo de perícia médica.

• Na nota de venda do veículo, o vendedor deve fazer duas observações:

I – “Isento do imposto sobre produtos industrializados – Lei nº 8.989, de 1995”, no caso do inciso I do art. 9º; ou II – “Saída com suspensão do imposto sobre produtos industrializados – Lei nº 8.989, de 1995”, no caso do inciso II do art.9º.

08. Isenção de IPVA para veículos adaptados

• O IPVA é o imposto estadual referente à propriedade de veículos automotores. Em alguns estados, está previsto por lei a isenção do imposto sobre os veículos adaptados. São: São Paulo, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

09. Quitação do financiamento da casa própria

• O paciente com câncer, inválido permanentemente para o trabalho, possui direito à quitação do financiamento da casa própria desde que a doença tenha sido adquirida após a assinatura do contrato de compra do imóvel.

• O benefício quita o valor correspondente ao que o paciente deu para o financiamento. A instituição financeira que financiou o imóvel deve encaminhar os documentos necessários à seguradora responsável.

10. Saque do FGTS

• O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS pode ser retirado pelo paciente ou por aquele que possuir dependente com câncer.

• Para sacar o FGTS são necessários os seguintes documentos: documento de identificação; Carteira de trabalho; Comprovante de inscrição no PIS/PASEP; Original e cópia do Laudo Histopatológico ou Anatomopatológico conforme o caso; atestado médico com validade de 30 dias que contenha o diagnóstico da doença, o CID (Código Internacional de Doenças), estágio clínico atual da doença e do doente, menção à Lei 8922 de 25/07/94 e CRM com assinatura do médico; comprovante de dependência se for o caso.

11. Saque do PIS

• O Programa de Integração Social – PIS pode ser sacado na Caixa Econômica Federal pelo trabalhador cadastrado que estiver com câncer ou que possuir dependente com a doença.

• Para fazer o saque do PIS são necessários os seguintes documentos: documento de identificação; Carteira de trabalho; Comprovante de inscrição no PIS/PASEP; Original e cópia do Laudo Histopatológico ou Anatomopatológico conforme o caso; atestado médico com validade de 30 dias que contenha o diagnóstico da doença, o CID (Código Internacional de Doenças), estágio clínico atual da doença e do doente, menção à Lei 8922 de 25/07/94 e CRM com assinatura do médico; comprovante de dependência se for o caso.

12. Amparo Assistencial

• O amparo assistencial garante um salário mínimo mensal para pacientes com câncer que tenham 65 anos ou mais, não exerçam atividade remunerada, que apresente renda familiar inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo. O paciente não pode estar vinculado a nenhum regime de previdência social ou receber qualquer benefício. O amparo assistencial também inclui portadores de deficiência incapacitados para o trabalho nas mesmas condições de renda.

• Nos casos em que o paciente sofra de doença em estágio avançado, ou sofra conseqüências de seqüelas irreversíveis do tratamento oncológico, pode-se também recorrer ao benefício, desde que haja uma implicação do seu estado de saúde na incapacidade para o trabalho e nos atos da vida independente.

• O amparo é intransferível, não dando direito à pensão a herdeiros ou sucessores. Além disso, não inclui 13º salário.

• Para solicitar o benefício, o paciente deve fazer exame médico pericial no INSS e conseguir o Laudo Médico que comprove sua necessidade. Então, ele deve encaminhar uma solicitação à Agência da Previdência Social com os seguintes documentos: Número de identificação do trabalhador – NIT (PIS/PASEP) ou número de inscrição do Contribuinte Individual/Doméstico/Facultativo/Trabalhador Rural; Carteira de Identidade e/ou Carteira de Trabalho e Previdência Social; CPF; Certidão de Nascimento ou Casamento; Certidão de Óbito do esposo(a) falecido(a); Comprovante de rendimentos dos membros do grupo familiar; Curatela quando maior de 21 anos; Tutela, no caso de menores de 21 anos filhos de pais falecidos ou desaparecidos. Quanto aos formulários: Requerimento de Benefício Assistencial – Lei 8.742/93; Declaração sobre a Composição do Grupo e da Renda Familiar do Idoso e da Pessoa Portadora de Deficiência; Procuração (se for o caso), acompanhada de identificação do procurador.

• O benefício dura por dois anos, quando serão avaliadas novamente as condições do paciente. O pagamento no momento em que ocorrer a recuperação da capacidade de trabalho ou em caso de morte do paciente.

• Qualquer dúvida, o canal com a Previdência Social é o PREVfone 0800 78 0191

*** Lembre-se de que as Leis podem mudar. Consulte um bom advogado para maiores esclarecimentos.

Para mais informações, acesse: www.cesarcamara.com.br

 

Mãe se despede de filho em última dança

Em meio a uma longa batalha contra um câncer de mama, Mary Ann Manning mantinha firme um desejo: dançar com o filho em sua festa de casamento.

Mesmo debilitada por conta do tratamento contra a doença, Manning conseguiu realizar seu sonho, dançando ao som de Somewhere Over The Rainbow.

Infelizmente, como informa o texto anexado ao vídeo de Kristie Manning, três dias após o evento a senhora acabou falecendo.

Jovem documenta sua batalha contra um raro câncer

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No início de 2013, com apenas 17 anos, o adolescente norte-americano Michael Tatalovich foi diagnosticado com um raro câncer. Mesmo enfrentando uma grande batalha, o garoto decidiu documentar todo esse processo em uma série de fotos publicada em sua página no Instagram.

No ano passado, Michael vinha sofrendo uma dor muito forte no quadril e, quando foi levado ao hospital, descobriu que estava no primeiro estágio de um tumor ósseo, chamado sarcoma de Ewing.

Inicialmente, ele decidiu capturar as imagens para atualizar seus amigos e parentes sobre seu estado, mas o projeto se tornou ainda mais especial por mostrar sua perseverança para enfrentar a doença.

As fotografias são um registro visual de sua luta, que mostram desde a quimioterapia, até os momentos de encontros com amigos. Felizmente, hoje Tatalovich está curado do câncer e leva uma vida normal.

Michael Tatalovich 2 Michael Tatalovich 3 Michael Tatalovich 4 Michael Tatalovich 5 Michael Tatalovich 6

SUPER apresenta: ILEGAL

ilegal o filme

De um lado, uma menina de 5 anos com uma forma de epilepsia rara, grave e sem cura. Do outro, uma substância derivada da maconha que acaba com as convulsões da criança. Entre as duas, uma lei que torna o tratamento impossível. ILEGAL mostra a luta de uma mãe para garantir à sua filha o direito à saúde, e como seu exemplo deu origem a um movimento nacional pela legalização da cannabis medicinal. O documentário estréia dia 9 de Outubro nos cinemas!

ilegal

Animação explica a depressão de um jeito bem comovente

depressão

A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.

Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, doença que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilho para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: as anfetaminas).

Entendendo a gravidade desse problema a  Organização Mundial da Saúde criou em parceria com o escritor e ilustrador Matthew Johnstone um vídeo de animação que mostra de forma simples e direta o que é a depressão e, o mais importante, como é possível se livrar dela.

Assista, abaixo.

 

 

 

Luto na web: redes sociais mudam relação das famílias com a morte

Amanda Tinoco

Em janeiro passado, Amanda Tinoco, de 36 anos, sofreu a maior dor que pode se abater sobre uma mãe: em coma por quatro dias depois de ser atropelado, seu filho, Gabriel, morreu aos 16 anos. Em choque pela perda e em meio à saudade, a analista de telecomunicações encontrou no Facebook um canal para processar seus sentimentos, a partir das mensagens de solidariedade que recebeu na rede, das visitas ao perfil virtual de Gabriel e da oportunidade de interagir com os únicos capazes de entender o que ela sente, outros pais que perderam seus filhos.

O caso de Amanda não é exceção. Onipresentes na vida de milhões, as redes sociais transformaram a forma como nos relacionamos com o mundo, extinguindo, para muitos, as fronteiras entre o real e o virtual. Um grande impacto na vida e também na morte. Num fenômeno já notado por terapeutas e pesquisadores, esses sites vêm adicionando novos elementos à forma como lidamos com a perda de pessoas amadas, seja pela presença dos perfis dos mortos ou de grupos que os reúnem.

MENSAGENS DE AMIGOS E ESTRANHOS

Esta semana, o luto digital mostrou sua força global. Somente algumas horas depois de anunciada a trágica queda do avião da Malaysia Airlines sobre o Leste da Ucrânia, matando 298 pessoas, parentes e amigos de muitos deles iniciaram uma corrente de posts de despedida que se espalharam pela internet. Um texto postado por um dos passageiros que desistiram do voo — um holandês que publicou em sua página no Twitter uma foto do avião em que embarcaria — acompanhado de uma mensagem que fazia referência ao avião da Malaysia sumido em março, no qual ele também quase embarcou, foi compartilhado por centenas de milhares de internautas mundo afora. Sempre com palavras de luto e pesar. As redes se tornam, assim, a um só tempo, canais de informação e homenagem.

— Quando o acidente (com o filho, Gabriel) aconteceu, o Facebook acabou servindo como ferramenta de informação para nosso círculo de amigos, que passou a acompanhar a nossa luta durante o coma. O que vimos pela rede foi uma grande mobilização por meio de preces, mensagens de apoio e canalização de energia — lembra Amanda.

 

Nas primeiras semanas após a perda de Gabriel, marcadas por “entorpecimento e reclusão total”, Amanda diz que navegar na web era uma das poucas atividades que conseguia fazer devido à falta de disposição para conversar com outras pessoas. Nesse momento, o site a ajudou a descrever o seu desespero, mas também a encontrar conforto em homenagens de amigos do filho registradas no perfil do jovem — ainda mantido on-line por ela.

Em maio, com a aproximação do Dia das Mães, Amanda criou uma página na rede dedicada a mães que, assim como ela, perderam seus filhos.

— Isso foi importante, ajudou a formar uma rede de solidariedade. Só uma mãe nessa situação entende a dor que a morte de um filho provoca. Por isso, a cumplicidade encontrada nos ajuda — afirma, em referência à página “Mães para sempre”. — No meu caso, isso só foi possível por causa das redes.

Médica e terapeuta especializada em luto há 14 anos, Adriana Thomaz afirma que, há pelo menos cinco, nota os impactos que sites como o Facebook têm nas pessoas que perderam entes queridos.

— Se, antes, as redes eram usadas para homenagear os mortos, agora elas estão se tornando espaços de busca por solidariedade. Além disso, há também uma tendência na formação de grupos envolvendo pessoas com experiências semelhantes, que se associam para buscar compreensão — explica Adriana. — Há ainda uma necessidade de não deixar a memória do ente desaparecer, a partir da manutenção do seu perfil virtual.

Adriana diz observar que, em diversos casos, como o de Amanda, as redes digitais vêm ajudando os enlutados a lidar com a ausência da pessoa querida. No entanto, isso não é regra:

— Há aspectos negativos também. No luto, a negação também é uma fase, e, ainda que saudável e natural, quando prolongada pode tornar a vida da pessoa complicada. Nesses casos, a dificuldade de lidar de maneira saudável com as dinâmicas das redes pode fazer com que o enlutado as use como forma de evitar a realidade.

Maria Lourdes Casagrande, de 53 anos, diz ter consciência sobre a dualidade dos efeitos que o virtual pode ter sobre aqueles que perderam alguém. Depois da morte do filho Denis, de 21 anos, em setembro de 2013, ela conta que decidiu preservar o perfil do jovem no Facebook como forma de “mantê-lo vivo”.

— Nesse momento, você só pensa em preservar a memória da pessoa. E como, para os jovens, o site é muito usado, faz sentido manter a página no ar para que as pessoas que o conheceram possam se lembrar dele — afirma a gerente comercial, que, apesar da decisão, diz ainda não se sentir preparada para visitar a página. — Ainda é muito doloroso.

No entanto, a rede também tem sido fonte de alento. Após a morte do jovem, assassinado em uma festa na Universidade de Campinas (SP), onde estudava, os amigos dele criaram a página “Somos todos Denis” no Facebook, para homenageá-lo. Ainda que a visite apenas às vezes, Maria Lourdes diz que as mensagens deixadas nela lhe fazem bem:

— Não tiram a minha dor, mas aliviam. Agora, queiramos ou não, essa presença na rede também remete à dor da perda. Então, tento não acessá-la nos momentos em que estou me sentindo frágil.

Após a morte de um usuário, as redes sociais permitem que o seu perfil possa ser retirado da web ou assumido por parentes, mediante solicitação e envio de documentos. Mas essas informações costumam ficar meio escondidas. Para aqueles que optarem por assumir os perfis dos que se foram, é importante explicitar que o gerenciamento está sendo feito por outra pessoa.

— Isso evita que, em momentos de fragilidade, pessoas enviem mensagens achando que ninguém vai lê-las, mas que podem causar constrangimentos — afirma a terapeuta Adriana.

Para além da administração das páginas dos que se foram por parentes, grupos de usuários se dedicam a listar os perfis dos mortos, estabelecendo uma espécie de cemitério virtual. Criada no Facebook em 2009, o “Profiles de gente morta” reúne mais de 10 mil membros que, diariamente, incluem perfis de recém-falecidos, adicionando a causa da morte e, quando possível, notícias que a comprovam.

 

Ainda que reconheça que a página pode ser vista como mórbida, seu criador, Victor Santos, de 33 anos, nega que explorar a dor alheia seja sua intenção:

— O objetivo principal é que ela funcione como uma espécie de memorial aos falecidos com perfis na rede, uma homenagem e um registro virtual. Entendo os julgamentos. Não é algo comum, gera interpretações incorretas. Mas a página trata de algo natural, que faz parte da vida.

FENÔMENO É TEMA DE ESTUDOS

Moderadora do grupo, Ana Bittencourt, de 39 anos, vê a popularidade dele como resultado da curiosidade que muitas pessoas sentem sobre a morte.

— Para muita gente, a morte ainda é um tabu, e o grupo acaba sendo um espaço onde elas têm liberdade para discuti-lo — afirma. — Há regras. Proibimos imagens de violência. Também inibimos críticas aos falecidos porque não admitimos desrespeito. Já recebemos pedidos para remover perfis da lista. Nesses casos, atendemos prontamente. Não é nossa intenção magoar ninguém.

A relação do mundo virtual com a morte atrai inúmeros pesquisadores. Organizado pelos professores Cristiano Maciel e Vinicius Pereira, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o e-book “Digital Legacy and Interaction: Post-Mortem Issues” (Legado digital e interação: Questões pós-morte), de 2013, reúne artigos do mundo todo que abordam aspectos técnicos, legais e culturais do tema.

Para Cristiano, o assunto tende a se intensificar:

— Antigamente, o cemitério ficava longe, mas agora a presença da pessoa falecida está logo ali. E muitos jovens da geração Z estão tendo o primeiro contato com o tema nesse ambiente — afirma.

Fonte: O Globo

 

Um comercial que vai te impressionar

Speed ad Mistakes

Velocidade mata – não é atoa que o Paul Walker, de 40 anos, estrela da franquia de filmes “Velozes e furiosos”, morreu. Independente do culpado, sempre haverão vítimas. Foi pensando nisso que uma Agência de Transporte da Nova Zelândia ( NZ Transport Agency) criou um comercial onde o tempo para pouco antes do acidente acontecer., mostrando como qualquer erro na estrada pode ser fatal. A criação é da Clemenger BBDO. Com DesignTAXI e AdFreak.

“Cara, eu sinto muito. Achei que dava tempo”, diz um dos motoristas. “Eu não vou ter tempo para parar”, responde o outro homem. “Por favor, meu filho está no banco de trás”, implora o condutor. “Estou indo muito rápido. Sinto muito”, lamenta o rapaz que dirige pela rodovia.

Lembre-se: não se pode voltar no tempo!

O poder da empatia

empatia

empatia nos torna pessoas mais agradáveis, seja através de nossas palavras ou ações que são baseados em um caráter integro e verdadeiro. Ralph Waldo Emerson certo dia expressou a seguinte citação: “Há uma confissão completa no nosso modo de olhar, nos nossos sorrisos, nas nossas saudações e apertos de mãos.

O curta de animação feito pelo pessoal da RSA, a partir da fala da Dra. Brené Brown e com a tradução do blog Sedentário, nos mostra que existe uma forma simples de tornar a vida de outra pessoa melhor.

Música da semana – Canto para minha morte

“Há uma conformidade existencial do ser humano nos vários niveis de alienação.

Geraldo Reis M. Fontes

Canto para minha morte

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas… Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio…

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite…

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida