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Você conhece alguém que está sofrendo por uma perda?

consolando

Por Andreia Chagas (psicóloga clinica)

Sabe, quando estamos perto de uma pessoa querida que sofreu uma perda, às vezes ficamos com medo de provocar mais dor e sofrimento, ficamos cheios de dúvidas e sem saber que caminho escolher. Mas é importante saber que sua presença é importante. Estar junto de uma pessoa enlutada, sem cobranças e sem expectativas pode ser muito valioso.

Se você quer ajudar, forneça uma lista escrita das coisas que pode fazer e os horários disponíveis. Lembre-se que há coisa simples que são difíceis de realizar quando se está muito abalado, como transporte, compras, cozinhar, limpeza e outras atividades rotineiras. Lembre-se de se colocar a disposição para cuidar de coisas práticas que ficam esquecidas.

Se você é próximo o suficiente, ofereça-se para ficar com as crianças, conversar e brincar com elas. Ter um adulto conhecido e calmo junto delas já é uma grande contribuição e pode ser um descanso para os pais enlutados.

Não evite falar do falecido e não tente evitar que as pessoas enlutadas falem dele(a). Seja um bom ouvinte, sem forçar a conversa; apenas deixe que saibam que você vai ouvir. Em caso de dúvida, pergunte. Tolere as variações de humor e até algumas crises de raiva. Não são contra você. O luto também significa sentir raiva pela perda sofrida.

Lembre-se que certas datas são marcantes e especialmente sofridas: aniversário de nascimento, de morte, de casamento, feriados e dias festivos. Mantenha o contato nessas datas: um telefonema para dizer que você também se lembrou pode ser acolhedor.

Luto é um processo que leva mais tempo do que em geral supomos. Você pode observar períodos melhores e piores, mudanças nas pessoas enlutadas, uma aparente regressão “quando tudo ia tão bem”. Não espere um processo contínuo e linear, as oscilações vão ocorrer.

O luto é uma reconstrução. A pessoa enlutada não vai “voltar a ser o que era”. Ela estará construindo uma nova identidade, novas crenças, novos sonhos. O luto é o caminho para uma nova etapa de vida.

Espero ter contribuído com você estar preparado para ajudar àqueles que virem a sofrer uma perda. Adorei conversar com você sobre este assunto! A essa altura tenho duas perguntas para que possamos continuar conversando:

1ª Você tem alguma dúvida sobre o assunto?

É um tema difícil, e não raramente, ficamos cheios de dúvidas. Se esse for o seu caso, se você tiver uma pergunta específica, me deixe saber, vai ser um prazer te ajudar.

 

2ª Você gostou do tema da nossa conversa? Ajudou você em algo?

Eu pergunto isso porque gosto de criar um conteúdo prático, fácil e útil para ser aplicado no dia a dia, e que faça a diferença na vida das pessoas. Para isso eu preciso de sua ajuda, se puder, responda esse e-mail com a sua opinião sobre o tema, e sugestões de temas futuros.

 

Conheça os direitos do paciente com câncer

paciente câncer

 

Você conhece os direitos do paciente com câncer?

01. Documentação

• É de direito do paciente com câncer conhecer e ter acesso a seu prontuário e a toda documentação do tratamento, de atestados e laudos a resultados de exames. O prontuário deve conter o histórico do paciente, descrevendo o início e a evolução da doença, o raciocínio clínico para o diagnóstico e tratamento, os exames realizados, a conduta terapêutica e todos os relatórios e anotações clínicas relativas ao paciente.

• O paciente com câncer tem direito a ter seu diagnóstico e tratamento por escrito, de modo claro e legível, com identificação do médico e seu registro no respectivo Conselho de Medicina.

• Com essa documentação clínica os pacientes irão comprovar tudo aquilo que precisarem pedir aos órgãos públicos como Receita Federal e INSS ou às entidades privadas como bancos e planos de saúde, além de garantir e exercer seus direitos.

• É muito importante que os pacientes tenham em mãos as vias originais de seus laudos médicos, exames, atestados, biópsias, radiografias e tomografias. Dependendo do caso, é importante também ter os laudos e exames médicos realizados antes do diagnóstico do câncer para comprovar que a doença não era pré-existente em casos de questionamentos dos planos de saúde.

• Medidas judiciais não necessitam de documentação autenticada. Porém, antes de entrar com uma medida judicial tire cópia autenticada, no Cartório ou Tabelionato, de todos os documentos principais, guardando os originais em local seguro. Caso o paciente não tenha algum documento médico, vale lembrar que todos os dados dos prontuários são arquivados e protegidos pelo Código de Ética Médica.

• O paciente (ou algum familiar) pode ter acesso às informações arquivadas, basta elaborar um requerimento dirigido ao médico, ao hospital ou ao posto de saúde em que foi realizado o atendimento médico. Todo requerimento deve ser feito em duas vias, uma cópia fica com o órgão solicitado e a outra com o paciente solicitante. Exija e conserve sempre o protocolo de entrega com carimbo de data e assinatura, porque ele é de fundamental para contagem dos prazos.

• Tenha sempre em mãos documentos e cópias autenticadas de certidões de nascimento, casamento, divórcio, óbito dos pacientes e de seus dependentes; carteira de Trabalho e Previdência Social; extratos do FGTS; contrato de plano de saúde e/ou de seguros, contrato de financiamento da casa própria; cartão do PIS/PASEP; carnês de contribuição previdenciária; declarações do Imposto de Renda; carta de concessão da aposentadoria; outros documentos que possam comprovar situações previstas em lei e que garantam direitos.

02. Transporte urbano gratuito

São Paulo

• Na cidade de São Paulo, o paciente com câncer, quando em vigência de tratamento de quimioterapia e ou radioterapia, é isento de tarifas em transporte municipal e intermunicipal, isto é, no metrô, ônibus municipal da SPTrans, ônibus e micro-ônibus intermunicipal da EMTU e trens da CPTM.

• Para usar o benefício na cidade de São Paulo, o paciente deve agendar a perícia médica no posto de saúde mais próximo da residência, ligando para 150. Defina quais são os meios de transporte público utilizados pelo paciente. Separe os seguintes documentos: carteira de Identidade (RG) ou certidão de nascimento; CPF; carteira de trabalho; comprovante de residência recente; laudo médico do local em que o paciente faz tratamento (com data inferior a três meses) que contenha endereço e telefone, CID (Código Internacional de Doenças), carimbo, CRM e assinatura do médico responsável; laudo de isenção tarifária concedido pela perícia médica do posto de saúde.

03. Auxílio-doença

• O auxílio-doença é o benefício mensal a que tem direito o paciente com câncer inscrito no Regime Geral de Previdência Social (INSS), quando fica temporariamente incapaz de trabalhar. A incapacidade é comprovada por meio de perícia médica do INSS.

• O paciente deve comparecer ao Posto da Previdência Social mais próximo de sua casa para agendar a perícia médica. Ele deve levar a Carteira de Trabalho ou documentos que comprovem sua contribuição ao INSS e declaração ou exame médico que descreva seu estado clínico.

• O paciente empregado começa a receber o benefício a partir do 16º dia de afastamento da atividade. Os demais pacientes recebem a partir da data do início da incapacidade ou do pedido do benefício.

• Qualquer dúvida, o canal com a Previdência Social é o PREVfone 0800 78 0191.

04. Aposentadoria por invalidez

• O paciente com câncer pode receber a aposentadoria por invalidez desde que sua incapacidade para o trabalho seja considerada definitiva pela perícia médica do INSS. O recebimento do benefício independente do pagamento de 12 contribuições, porém o paciente deve estar inscrito no Regime Geral de Previdência Social (INSS).

• A aposentadoria por invalidez começa a ser paga a partir do 16º dia de afastamento do trabalho. Se passar mais de trinta dias entre o afastamento e a entrada do requerimento, o beneficiário será pago a partir da data do pedido do benefício. Caso o paciente com câncer receba o auxílio-doença, a aposentadoria será paga a partir do dia imediato ao cancelamento do outro benefício. Para trabalhadores autônomos, o benefício começará a ser pago a partir da data do pedido.

05. Isenção do imposto de renda na aposentadoria

• Os pacientes com câncer e aposentados estão isentos do imposto de renda relativo aos rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão, inclusive as complementações e rendimentos acumulados.

• Para solicitar o benefício, o paciente deve procurar o órgão que paga a aposentadoria, como INSS, Prefeitura, Estado etc. Para fazer o pedido são necessários os seguintes documentos: Cópia do Laudo Histopatológico e Atestado médico (com Diagnóstico expresso da doença, Código Internacional de Doenças, Menção ao Decreto nº 3000 de 25/03/99, Estágio clínico atual da doença e do doente, carimbo legível do médico com o número do CRM).

• A doença será comprovada por meio de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos estados, do DF e dos municípios, com prazo de validade nos casos passíveis de controle. Assim que aprovado o laudo, o benefício é automático.

06. Isenção do ICMS na compra de veículos adaptados

• O ICMS é o imposto estadual cobrado em operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços. Ele pode ser anulado na compra de um veículo adaptado ao paciente se comprovada a necessidade. Para isso, o paciente deve comparecer ao Posto Fiscal mais próximo da residência.

• Leve a solicitação em duas vias e os seguintes documentos: declaração expedida pelo vendedor do veículo com o número do CIC ou CPF do comprador e a afirmação do uso do veículo exclusivamente pelo paciente impossibilitado de utilizar modelo de carro comum; Original do laudo da perícia médica fornecido pelo Departamento Estadual de Trânsito do Estado que atesta a incapacidade do doente para dirigir veículo comum , a habilitação para dirigir veículo com características especiais e o tipo de deficiência, adaptação necessária e a característica especial do veículo; cópia autenticada da Carteira de Habilitação que especifique no verso as restrições referentes ao motorista e à adaptação realizada no veículo.

• Para solicitar a declaração para o vendedor, o paciente deve entregar uma cópia autenticada do laudo fornecido pelo DETRAN e um documento que declare o destino do automóvel para uso exclusivo do doente devido à impossibilidade de dirigir veículos comuns.

07. Isenção de IPI na compra de veículos adaptados

• O IPI é o imposto federal sobre produtos industrializados. O paciente com câncer é isento deste imposto apenas quando apresenta deficiência física nos membros superiores ou inferiores que o impeça de dirigir veículos comuns. Para solicitar o benefício, o paciente deve apresentar os exames e o laudo médico que descrevam e comprovem a deficiência.

• O veículo deve ser de fabricação nacional, movido a combustível de origem renovável e apresentar características especiais como o câmbio automático ou hidramático e a direção hidráulica.

• O benefício pode se renovar apenas uma vez, três anos depois da data da primeira solicitação.

• Para solicitar a isenção o paciente deve obter no DETRAN os seguintes documentos: laudo de perícia médica com o tipo de deficiência física, tipo de veículo com as adaptações e aptidão para dirigir de acordo com o Conselho Nacional de Trânsito; carteira nacional de habilitação com: a especificação do tipo de veículo e suas características especiais; aptidão para dirigir, conforme o laudo de perícia médica e de acordo com o CONTRAN.

• Em seguida, o paciente deve apresentar o requerimento em três vias na unidade da secretaria da Receita Federal de sua jurisdição. A primeira via permanecem com o paciente, a segunda com o distribuidor e a terceira será anexada ao processo. A primeira via do paciente deve ter a cópia do laudo de perícia médica.

• Na nota de venda do veículo, o vendedor deve fazer duas observações:

I – “Isento do imposto sobre produtos industrializados – Lei nº 8.989, de 1995”, no caso do inciso I do art. 9º; ou II – “Saída com suspensão do imposto sobre produtos industrializados – Lei nº 8.989, de 1995”, no caso do inciso II do art.9º.

08. Isenção de IPVA para veículos adaptados

• O IPVA é o imposto estadual referente à propriedade de veículos automotores. Em alguns estados, está previsto por lei a isenção do imposto sobre os veículos adaptados. São: São Paulo, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

09. Quitação do financiamento da casa própria

• O paciente com câncer, inválido permanentemente para o trabalho, possui direito à quitação do financiamento da casa própria desde que a doença tenha sido adquirida após a assinatura do contrato de compra do imóvel.

• O benefício quita o valor correspondente ao que o paciente deu para o financiamento. A instituição financeira que financiou o imóvel deve encaminhar os documentos necessários à seguradora responsável.

10. Saque do FGTS

• O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS pode ser retirado pelo paciente ou por aquele que possuir dependente com câncer.

• Para sacar o FGTS são necessários os seguintes documentos: documento de identificação; Carteira de trabalho; Comprovante de inscrição no PIS/PASEP; Original e cópia do Laudo Histopatológico ou Anatomopatológico conforme o caso; atestado médico com validade de 30 dias que contenha o diagnóstico da doença, o CID (Código Internacional de Doenças), estágio clínico atual da doença e do doente, menção à Lei 8922 de 25/07/94 e CRM com assinatura do médico; comprovante de dependência se for o caso.

11. Saque do PIS

• O Programa de Integração Social – PIS pode ser sacado na Caixa Econômica Federal pelo trabalhador cadastrado que estiver com câncer ou que possuir dependente com a doença.

• Para fazer o saque do PIS são necessários os seguintes documentos: documento de identificação; Carteira de trabalho; Comprovante de inscrição no PIS/PASEP; Original e cópia do Laudo Histopatológico ou Anatomopatológico conforme o caso; atestado médico com validade de 30 dias que contenha o diagnóstico da doença, o CID (Código Internacional de Doenças), estágio clínico atual da doença e do doente, menção à Lei 8922 de 25/07/94 e CRM com assinatura do médico; comprovante de dependência se for o caso.

12. Amparo Assistencial

• O amparo assistencial garante um salário mínimo mensal para pacientes com câncer que tenham 65 anos ou mais, não exerçam atividade remunerada, que apresente renda familiar inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo. O paciente não pode estar vinculado a nenhum regime de previdência social ou receber qualquer benefício. O amparo assistencial também inclui portadores de deficiência incapacitados para o trabalho nas mesmas condições de renda.

• Nos casos em que o paciente sofra de doença em estágio avançado, ou sofra conseqüências de seqüelas irreversíveis do tratamento oncológico, pode-se também recorrer ao benefício, desde que haja uma implicação do seu estado de saúde na incapacidade para o trabalho e nos atos da vida independente.

• O amparo é intransferível, não dando direito à pensão a herdeiros ou sucessores. Além disso, não inclui 13º salário.

• Para solicitar o benefício, o paciente deve fazer exame médico pericial no INSS e conseguir o Laudo Médico que comprove sua necessidade. Então, ele deve encaminhar uma solicitação à Agência da Previdência Social com os seguintes documentos: Número de identificação do trabalhador – NIT (PIS/PASEP) ou número de inscrição do Contribuinte Individual/Doméstico/Facultativo/Trabalhador Rural; Carteira de Identidade e/ou Carteira de Trabalho e Previdência Social; CPF; Certidão de Nascimento ou Casamento; Certidão de Óbito do esposo(a) falecido(a); Comprovante de rendimentos dos membros do grupo familiar; Curatela quando maior de 21 anos; Tutela, no caso de menores de 21 anos filhos de pais falecidos ou desaparecidos. Quanto aos formulários: Requerimento de Benefício Assistencial – Lei 8.742/93; Declaração sobre a Composição do Grupo e da Renda Familiar do Idoso e da Pessoa Portadora de Deficiência; Procuração (se for o caso), acompanhada de identificação do procurador.

• O benefício dura por dois anos, quando serão avaliadas novamente as condições do paciente. O pagamento no momento em que ocorrer a recuperação da capacidade de trabalho ou em caso de morte do paciente.

• Qualquer dúvida, o canal com a Previdência Social é o PREVfone 0800 78 0191

*** Lembre-se de que as Leis podem mudar. Consulte um bom advogado para maiores esclarecimentos.

Para mais informações, acesse: www.cesarcamara.com.br

 

Psicóloga indica como lidar com a perda

Ambiente de concentração e relaxamento é opção para buscar conforto em um momento difícil

 

Quando acontece uma tragédia como um grave acidente ou em meio ao sofrimento de uma doença, o ser humano tem que conviver com a dúvida: como lidar com a perda? Diversas pessoas são tomadas pela emoção, pelo apego aos entes queridos, e não conseguem reagir diante dos momentos de sofrimento. A psicóloga, Gabriela Yoná Hoffmann, afirma que é essencial passar pelo luto para entender sobre a separação e o início de um novo ciclo de vida. O processo de desapego é essencial para auxiliar na separação dos vínculos afetivos e das manifestações emocionais. “O ser humano se tornou saudosista. Na era contemporânea, os filhos são considerados o amor maior dos pais. Na Idade Média, os pais não tinham um vínculo afetivo grande com os filhos que eram criados por amas. O tempo construiu a relação de amor e proximidade”.

A psicóloga afirma ainda que o luto não tem um tempo cronológico e depende de cada pessoa, de suas crenças e seus sentimentos, mas que ele pode se tornar prejudicial quando a tristeza aumenta ao longo do tempo. “Se com o passar dos dias e meses a dor não passar, a tristeza pode virar uma depressão”, alerta.

Para auxiliar no processo de conforto, é recomendado aos enlutados que procurem atividades que sejam saudáveis, agradáveis e prazerosas. Os ambientes de concentração e relaxamento também são uma boa opção para promover momentos de reflexão e auxiliar na superação da perda. Um exemplo é o Grupo Jardim da Saudade, que administra o cemitério parque de Blumenau, e montou um jardim interno. O local que possui 110 metros quadrados, conta com um mobiliário diferenciado que oferece bem-estar e possui oito tipos de plantas diversas, para colorir o ambiente. O projeto foi realizado pela equipe de jardineiros do Jardim da Saudade com o paisagista Gilberto Raulino. “Construímos este espaço especialmente para convivência e reflexão. É um ambiente tranquilo e agradável para os frequentadores”, acrescenta Rafael Andreazza, administrador do local.

Mais dicas para virar a página e transformar o sentimento ruim em algo construtivo:

– Respeite e pense em si. É comum o excesso de visitas após a perda de alguém próximo. Se isso é algo que lhe incomoda, fale para as pessoas que precisa de um tempo sozinha para se recompor. Respeite o que sente e deseja.

– Se aproxime das pessoas que ama e evite ficar longos períodos sozinho. É importante ter alguém com quem conversar sobre a sua dor. Desabafar ajuda a eliminar as tristezas. Aproveite para ter estes momentos nos primeiros dias após a morte, pois há muitas pessoas solidárias, após, com o tempo é comum que as pessoas se afastem.

– Mantenha atividades de lazer, que lhe proporcionam alegria e descontração. Retome suas atividades rotineiras como o retorno ao trabalho, academia, estudo e etc.

Homem fotografa seus dias por 13 anos e seu diagnóstico de câncer

Jeff Harris

Já imaginou se você tirasse uma foto por dia durante 13 anos? E se essas fotos fossem tiradas de uma câmera analógica sendo o resultado uma verdadeira surpresa? Foi o que  Jeff Harris fez durante os anos de sua vida, mas a surpresa não foram as fotos, mas sim o diagnóstico de câncer que veio a partir de um pé fraturado após saltar de duas caixas de som. A luta contra a doença foi retratada nas fotos, sua perna esquerda sofreu uma paralisia permanente e durante todo o período mais de  4.500 fotos foram publicadas em seu site, que teve a última atualização em dezembro de 2011.

A dica do Harris é: “o registro fotográfico do dia-a-dia é um desafio de viver uma vida mais plena”.

canadense de Toronto Jeff Harris

Workshop sobre Luto

A angústia em relação à morte é aliviada ao entendê-la como o fim de um processo natural . Entendê-la é o modo mais fácil de aceitá-la.  A dor da perda é um processo natural pelo qual todos passamos, apesar desse processo ser difícil e doloroso, ele não tem que nos imobilizar. Podemos aprender a ser pacientes com nós mesmos e com outros durante períodos de imensa dor através de uma melhor compreensão do que estamos passando. O que você deve antecipar enquanto lida com imensa dor? Como você vai reagir?

Para nos ajudar a entender e responder essas e outras perguntas, no dia 29 de novembro  das 19:00 às 21:30 h, o psicólogo Guillermo Daniel Leone graduado pela Universidad Argentina John F. Kennedy (M.N.22009). Para mais informações acesse o site do Instituto Gestalt de São Paulo ou envie um e-mail para igsp@gestaltsp.com.br.

Data: 29 de novembro de 2012
Horário: das 19:00 às 21:30 h.
Investimento: R$ 20,00

Psicóloga explica por que é importante pensar sobre a morte

Pensar sobre a morte nos faz deparar com o fato de que as coisas são finitas e de que somos impotentes diante disso. A finitude e a impotência são aspectos nada confortáveis de entrar em contato, mas necessário. Woody Allen disse uma vez: “Não é que eu tenha medo de morrer, eu apenas não quero estar lá quando acontecer“. Às vezes consciência da mortalidade pode ser um pouco assustadora, ou tornar a vida parece um pouco sombria.

Segundo a psicóloga do Instituto de Reabilitação Física, Camila Vasco, à medida que pensamos sobre a morte, nos vemos não negando o assunto, o que já é algo positivo, e podemos ter uma possibilidade de elaborar determinados conteúdos relacionados a ela, inclusive de pensar sobre possíveis situações que geralmente não se aborda, justamente por não termos uma “educação para a morte”, tais como: desejo de doar órgãos, rituais de passagem que gostaria de ter, coisas que deseja realizar em sua existência, revisão dos projetos de vida, entre outros aspectos, muitas vezes não ditos. “É comum tal comportamento, mas pensar a respeito do tema pode ser construtivo do ponto de vista que pode gerar novos planejamentos e até mesmo certo fortalecimento para lidar com essa questão em sua vida”, afirma ela.

Um estudo de 2008 publicado no Personality e Social Psychology Bulletin mostra que pensar sobre a morte também pode promover melhores opções de saúde, como o uso de protetor solar mais, fumando menos, tornando-se mais ativos e até mesmo realizar auto-exames.

já uma pesquisa da Universidade de Otago até sugere que mesmo pessoas não religiosas ficam mais receptivas a uma crença inconscientemente quando pensam na morte (pois conscientemente se declaram mais céticas), enquanto os religiosos ficam ainda mais crentes.

“É preciso pensar na morte, mas sem fazer da morte um drama” (Mao Tsé-tung)

Confira abaixo, a entrevista concedida pela psicóloga Camila Vasco à Viviane Lima, para o blog Lágrimas no Céu.

Viviane Lima: Pensar sobre a morte pode fazer com que as pessoas a aceitem melhor?

Camila Vasco: Não necessariamente é algo garantido de ocorrer. A morte é uma certeza na vida de todas as pessoas, e não aprendemos a falar dela e a lidar, o que gera mais sofrimento. Cada vez mais percebemos que a sociedade vem modificando os rituais e encurtando o tempo de contato com a perda, o que pode não ser saudável, dificultar o enfrentamento e prolongar o processo de luto. Portanto, pensar sobre o assunto, dependendo da situação e do momento de vida no qual a pessoa está, pode ser uma fonte de ajuda para experiências posteriores e melhor aceitação, porém não se descarta o fato de poder ser também algo que gere grande angústia.

 VL: Que tipo de problema pensar sobre a morte pode gerar?

CV: Como tudo na vida, pensar na morte também tem seu lado positivo e negativo. Os pensamentos a respeito da morte podem gerar grande angústia, entre outros sentimentos desconfortáveis, no entanto a atenção deve-se voltar à intensidade e frequência desses sentimentos. Pensar sobre a morte é diferente de viver esperando que ela ocorra no minuto seguinte e sofrer a todo momento com isso, ou seja, ficar remoendo e só pensando sobre ela, pode gerar um estado de ansiedade ou até mesmo melancolia e fazer com a pessoa não consiga se concentrar em outras situações. O alerta deve ser quanto a não se sentir paralisado diante desses pensamentos e, é válido ressaltar que, se os pensamentos se tornam recorrentes e se percebe uma maior mobilização interna, provavelmente há conteúdos latentes anteriores, e então recorrer à psicoterapia pode ser uma alternativa importante para aprofundar melhor esses conteúdos.

VL: Pessoas que não possuem nenhuma religião,ficam mais suscetíveis a aceitar algum tipo de crença?

CV: É muito comum nesse momento a pessoa fazer promessas e pactos diante do desespero. Isso justifica o fato de, muitas vezes, mesmo pessoas sem uma crença religiosa, buscarem negociar até com o que não lhes é comum, como uma tentativa de reaver a situação, sendo essa também uma maneira de se sentirem no controle, vindo a perceber posteriormente que é um controle ilusório.

VL: Manter uma crença que ajude o indivíduo a gerenciar os sentimentos em relação a morte, é importante?

CV: A pessoa tendo aquilo em que acredita como uma verdade para ela, fará com que pense no assunto e avalie a situação a partir disso, podendo lhe ser confortante.

Os direitos do portador de câncer

Muita gente não sabe que quando enfrenta uma doença grave pode usufruir de direitos respaldados por lei. O Serviço Social e a Direção do INCA elaboraram um material voltado para portadores de câncer, o intuito é orientar sobre os direitos que cada paciente tem e esclarecer dúvidas.

O compilado traz esclarecimentos sobre auxílio doença, isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) compra de veículos adaptados e como fazer as retiradas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).  Esse material pode ser acessado pela internet através do site – www.inca.gov.br – e está disponível desde dezembro de 2002.

As dúvidas também podem ser tiradas através do site Oncoguia.org, que também publicou um material voltado para pacientes de câncer. O conteúdo disponível no site é separado por tema e é tratado em sessões específicas, onde o próprio leitor analisa de acordo com suas necessidades. 

Como ser um doador de Medula Óssea

Hoje no Brasil estima-se que 2.500 pessoas necessitam de Transplante de Medula Óssea, os números são do Correio do Povo do Paraná. No ano de 2009 o Brasil atingiu a marca de 1 milhão e 300 mil doadores cadastrados tornando-se assim o 3º maior banco de doadores voluntários do mundo. Em primeiro está os EUA seguido da Alemanha. Mas esse número ainda é pequeno perto da demanda, outro agravante é que a chance de encontrar uma medula compatível pode chegar de 1 em 1 milhão.

Se você tem interesse em ajudar, veja abaixo, passo a passo, como funciona a doação de medula óssea no Brasil e o endereço do Redome ou o Hemocentro mais próximo :

· É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e boa saúde;
· É necessário se cadastrar como doador voluntário em um Hemocentro (veja os endereços listados abaixo);
· No cadastramento, os voluntários doam apenas 10 ml de sangue;
· Essa amostra passa por um exame de laboratório, chamado teste de HLA, que determina as características genética do possível doador;
· As informações são colocadas em um cadastro nacional, o REDOME, ou Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea;
· Quando alguém precisa de transplante, os técnicos do Redome fazem a pesquisa de compatibilidade por entre os registros de todos os doadores cadastrados;
· Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer outros exames de compatibilidade genética. Se o perfil coincidir com o do paciente que precisa do transplante, o voluntário decide se realmente quer doar;
· Durante a doação, o doador recebe anestesia geral. Com uma agulha, a medula é aspirada do osso da bacia;
· A quantidade de medula doada é de apenas 10% da medula total. Em 15 dias ela já estará recomposta.

O INCA – Instituto Nacional de Câncer disponibiliza um folder explicativo aqui.

REGIÃO NORTE

Amazonas

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amazonas – HEMOAM
Av. Constantino Nery , 4397
Chapada – Manaus-AM
CEP: 69.055-002
Telefone:  (92) 3655-0100

Pará

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará – HEMOPA
Trav. Padre Eutiquio, nº 2109
Batista Campos – Belém-PA
CEP: 66.033-000
Telefone:  (91) 3242-9100 / 6905

Acre

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Acre – HEMOACRE
Av. Getúlio Vargas, nº 2787
Vila Ivonete – Rio Branco-AC
CEP: 69.914-500
Telefone:  (68) 3228-1494

Amapá

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amapá – HEMOAP
Av. Raimundo Alvares da Costa, s/nº
Centro – Macapá-AP
CEP: 68.908-170
Telefone:  (96) 3212-6139 / 3223-6289

Rondônia

Centro de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia – HEMERON
Av. Circular II, s/nº
Setor Industrial – Porto Velho-RO
CEP: 78.900-970
Telefone:  (69) 3216-5489 / 9957-3000

Tocantins

Centro de Hemoterapia e Hematologia de Tocantins – HEMOTO
Quadra 301 Norte
Conj. 02 Lt.1 – Palmas-TO
CEP: 77.030-010
Telefone:  (63) 3218-3285

REGIÃO NORDESTE

Bahia

Centro de Hematologia e Hemoterapia da Bahia – HEMOBA
Av. Vasco da Gama, s/nº
Rio Vermelho – Salvador- BA
CEP: 40.240-090
Telefone:  (71) 3116-5600 / 3116-5661

Alagoas

Centro de Hematologia e Hemoterapia de Alagoas – HEMOAL
Av. Jorge de Lima, nº 58
Trapiche da Barra – Maceió – AL
CEP: 57.010-382
Telefone:  (82) 3315-2106 / 3315-2102

Sergipe

Centro de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe – HEMOSE
Av. Trancredo Neves, s/nº
Centro Adm. Gov. Augusto Franco – Aracaju – SE
CEP: 49.080-470
Telefone:  (79) 3259-3191

Paraíba

Centro de Hematologia e Hemoterapia da Paraíba – HEMOÍBA
Av. D. Pedro II, 1119
Torre – João Pessoa/PB
CEP: 58.013-420
Telefone:  (83) 3218-7610

Maranhão

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão – HEMOMAR
Rua 5 de Janeiro, s/nº
Jordoa – São Luis/MA
CEP: 65.040-450
Telefone:  (98) 3216-1100 /  0800-280-6565

Rio Grande do Norte

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Rio Grande do Norte – HEMONORTE
Av. Almirante Alexandrino de Alencar, 1800
Tirol – Natal/RN
CEP: 59.015-350
Telefone:  (84) 3232-6702 / 3232-6767
Fax: (84) 3232-6703

Piauí

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí – HEMOPI
Rua 1º de maio, 235 – Centro – Teresina/PI
CEP: 64.001-430
Telefone:  (86) 3221-4927 / 3221- 4989
Fax: (86) 221-7600

Pernambuco

Centro de Hematologia de Pernambuco – HEMOPE
Rua Joaquim Nabuco, 171
Graças – Recife/PE
CEP: 52.011-900
Telefone:  (81) 3416-4723

Ceará

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará – HEMOCE
Av. José Bastos, 3.390
Rodolfo Teófilo – Fortaleza/CE
CEP: 60.440-261
Telefone:  (85) 3101-2296

REGIÃO SUDESTE

Rio de Janeiro

Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti – HEMORIO
Rua Frei Caneca, 8
Centro – Rio de Janeiro-RJ
CEP: 20.211-030
Telefone:  (21) 2509-1290

Instituto Nacional de Câncer – INCA
Praça da Cruz Vermelha, 23 – 2º andar
Centro – Rio de Janeiro-RJ
CEP: 20.230-130
Telefone:  (21) 2506-6580

Espírito Santo

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo – HEMOES
Av. Marechal Campos,1468
Maruípe – Vitória-ES
CEP: 29.040-090
Telefone:  (27) 3137-2458 / 3137-2463 / 2438

CECON – Centro Capixaba de Oncologia
Rua Eugênio Neto, n 180 – Praia do Canto – Vitória – ES
CEP: 29055-270
Telefone:  (27) 2127-4420 /  (27) 2127-4421
site: http://www.cecon.med.br
email: melissa@cecon.med.br
Diretor do CECON: Dr. Roberto Lima

Hemocentro Regional de São Mateus
Av. Otovarino Duarte Santos, km. 2, s/nº
Parque Washington – São Mateus – ES
CEP.: 29930-000
Telefone:  (27) 3773-7226

Consequências do Alzheimer podem ser diminuídas com estimulação cerebral

O encolhimento cerebral nas pessoas com Alzheimer pode ser reversível em alguns casos – estimulando os tecidos degenerados com impulsos elétricos. Com o tempo, a prática reduz o declínio cognitivo associado à doença.

“Alzheimer é conhecido pelo encolhimento do cérebro, particularmente do hipocampo”, comenta Andres Lozano, do Hospital Oeste de Toronto, no Canadá. E ainda, imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo, e outra região chamada de cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas. E ambas têm um papel importante na memória.

Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipe estão tentando a estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eletrodos implantados.

O grupo instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer a pelo menos um ano. Eles colocaram os eletrodos perto do fórnix – um amontoado de neurônios que carregam sinais para o hipocampo – e os deixaram lá, aplicando pequenos impulsos elétricos 130 vezes por segundo.

Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas.

Os pesquisadores começaram agora a investigar os efeitos no hipocampo. Eles disseram que enquanto quatro dos voluntários tiveram encolhimento da região, dois apresentaram crescimento.

“Não apenas o hipocampo deixou de diminuir, ele cresceu – em 5% em uma pessoa e 8% na outra”, comenta Lozano. Esse é um resultado “incrível”.

Testes revelam que esses dois indivíduos parecem ter melhoras nas funções cognitivas, apesar dos outros quatro não.

Mesmo que Lozano não esteja tão certo sobre como o tratamento funciona, o trabalho recente da equipe com ratos sugere que a estimulação elétrica talvez provoque o nascimento de novos neurônios. A estimulação cerebral nos animais também produziu proteínas que ajudam os neurônios a formar novas conexões.

Os pesquisadores estão embarcando agora em um teste envolvendo 50 pessoas. Mas John Wesson Ashford, da Universidade de Stanford, na Califórnia, questiona como seria a aplicação prática, já que existem milhões de pessoas com Alzheimer.

Lozano comenta que, no mundo, cerca de 90 mil pessoas com mal de Parkinson já receberam esse tipo de estimulação cerebral. Ele diz que a incidência de Alzheimer é apenas cinco vezes maior. “Se pode ser usado com Parkinson, pode ser usado com Alzheimer”.[NewScientist]

Atividade cerebral aumenta momentos antes da morte

Algumas pessoas que estiveram à beira da morte mas sobreviveram para contar a história já relataram experiências interessantes. Entre as visões de moribundos mais comuns, estão a de se caminhar em direção a uma luz brilhante ou estar flutuando acima do próprio corpo. Cientistas da Universidade de Washington (EUA) divulgaram um estudo a respeito dessas sensações.

A partir do acompanhamento do cérebro de sete pessoas em estado terminal através de eletro encefalogramas (que medem os impulsos elétricos no cérebro), eles descobriram que há uma cascata de impulsos nervosos quando o organismo sente que a morte se aproxima. O fenômeno, geralmente, atinge um pico e decresce. Quando ele acaba, a pessoa normalmente é declarada, embora haja exceções, é claro, de pessoas que acabaram sobrevivendo. A partir delas e de seus relatos, aliás, é que partiu o estudo.

A explicação encontrada para o processo é a seguinte: como o fluxo de sangue no cérebro diminui e há uma queda vertiginosa no nível de oxigênio, os neurônios (células do cérebro) reconhecem o sinal e lançam seus últimos impulsos elétricos em uma descarga rápida e intensa, o que provoca as sensações relatadas. Cada história de sobrevivente de estado terminal tem características únicas, o que mostra que os cérebros reagem de forma diferente a essa derradeira (ou não) descarga nervosa.

Fonte: [Telegraph]