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Carta para o meu avô

Caio Gaona

No ano 2000 perdi um amigo um mentor um segundo pai e hoje me deu uma vontade imensa de escrever uma carta para ele , que não importa minha crença resolvi fazê-lo .

Oi tudo bom, espero que esteja por ai, caramba faz um tempão que não nos falamos, pelo menos uns quinze anos né , hahaha tenho tanta coisa para contar que não sei nem por onde começar, desde que você se foi tanta coisa mudou na minha vida, passei por tanta coisa mas tenho certeza que me tornaram uma pessoa melhor e continuo aprendendo com passar do tempo .

Depois que você se foi arrumamos uma cadelinha de nome Susi que se tornou a princesinha da casa e nos trouxe felicidade em um momento de angustia e luto, aposto que você vai adorar conhece-la .

Quem diria em me tornei musico, talvez inspirado pela habilidade que você tinha em relação a musica, estudei, estudei e estudei e hoje sou professor de bateria e baterista de várias bandas hahaha sempre carregando seu sobrenome por onde quer que eu esteja, sempre serei “Caio Gaona”, alguns me chamam de “Gaona” só assim como chamavam o senhor.

Tive alguns relacionamentos que me marcaram de alguma forma na vida , mas estou no melhor que poderia estar, conheci uma garota que é nota mil em tudo e nunca ninguém me apoiou tanto como ela me apoia em tudo, se eu for pra ela metade do que ela pra mim já estarei feliz, aposto que você ia adorar conhecê-la e teria orgulho de seu neto pela garota maravilhosa que ele arrumou.

Então vovô minha família se partiu em 2012 minha mãe foi para um lado e meu pai para o outro e neste momento estou com meu pai, mas ainda mantenho contato com todos da família mesmo que em uma intensidade bem menor ainda tento unir todos os pontos e ver o lado de todos, mas temo pela minha mãe que está muito impressionada com uma pessoa que acredito que não lhe fará tão bem quanto ela imagina e que pode vir a causar estragos maiores no futuro, onde quer que você esteja ore por ela porque sei que ela precisa e muito disso .

Todos nós sem exceção sentimos muito sua falta vôzinho, ficamos imaginando o que o senhor acharia disso ou daquilo ou daquilo outro e temos muitas saudades de você, de suas palhaçadas e de como alegrava a todos em qualquer momento. Até das suas preocupações excessivas mas sentimos mais falta do seu bom senso e de sua bondade que são coisas raras ultimamente.

Bom, acho que e se eu escrevesse tudo que quero para o senhor isso aqui se tornaria um livro e sei que vamos conversar mais, sinto que você está sempre olhando por mim onde quer que esteja, está sempre nos observando e nos ajudando da maneira que pode .

Muito obrigado por tudo , sinto sua falta , te amo.

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Lutando até o fim

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Já fazem alguns anos quando conheci a história da Ane Lopes, este blog ainda era um trabalho para conclusão de curso.  Era 14 de janeiro quando ao ler meu feed no Facebook me deparo com uma notícia triste.

Queridos amigos da Ane, encontrei aqui o face dela aberto e, como eu não tenho contato com a maioria de vocês, gostaria de informar que ela não estava em condições de atender às suas chamadas e recados. Nos últimos três ou quatro dias, ela apresentou um quadro de confusão mental cujos motivos ainda estão sendo estudados pelos médicos. No momento, infelizmente, ela está na UTI do Hospital 9 de Julho, sedada e entubada, em condição, nas palavras da médica com quem eu conversei, “bem grave”. Tem um horário de visitas mas aconselho que telefonem antes pra saber se ela poderá receber. O celular dela está aqui na casa da nossa mãe. Vamos continuar orando e obrigada pelo carinho que têm dispensado a ela durante todo esse tempo.

No dia seguinte outra notícia triste dada por um amigo de Ane.

Amigos, com muitíssima tristeza coração informo que nossa querida amiga Ane Lopes se foi. Não há palavras pra descrever toda sua força na luta contra o câncer, esbarrando em milagres dia a dia, sem perder a alegria e compaixão. Hoje ela descansa nos braços do Pai deixando um grande aperto no coração da família, amigos e conhecidos. Orem pra que Deus seja fonte de renovo das pessoas ao seu redor. Assim que tiver informações, aviso.

A garota doente mas cheia de vida com qual tive o prazer de conversar havia partido, sempre acreditamos que a batalha contra o câncer por mais difícil que seja é uma batalha vencida, mas parando pra refletir, talvez a vitória seja a morte para aqueles que estão em constante sofrimento.

Ane faria 27 anos no dia 19 de março, lutou bravamente durante 4 anos contra o câncer, nos últimos três meses sua maior preocupação era o corpo inchado (efeito colateral da quimioterapia). Tinha medo de que seus rins parassem pois foi assim que perdeu o pai (falência dos rins por causa do diabetes). Já não andava muito pois estava muito pesada, já não tinha mais apetite ou vontade de comer coisas diferentes, comia bem pouco.

Apesar de toda dor, nunca perdeu o senso de humor e de crítica. Gravou músicas no estúdio do irmão, desenhou, escreveu, falou ao telefone e sempre dizia que estava bem. Nos últimos 45 dias estava internada mas até o último instante permanecia cheia de esperança de que iria se curar.

Segundo Carmen Eliane, irmã de Ane que acompanhou de perto todo esse tempo. “Nossas tias Francisca e Elza presentearam a Ane e a minha mãe com passagens de avião marcadas para o dia 13 deste mês para viajar para Brasília e depois para Goiânia. A Ane queria muito que desse certo. Quando percebeu que não daria, me disse que eu poderia vir pra ficar com a minha mãe para que nosso irmão pudesse viajar. Ela queria ir pra casa pra ficarmos juntas até ele voltar”.

Em seus planos estavam voltar a estudar, sua maior vontade era de quando se curasse poder viajar para Argentina, queria aprender a dançar tango e beber vinho. Mesmo em alguns momentos de depressão causados por efeitos dos remédios, ela não perdia a esperança de viver, mas estava espiritualmente preparada para partir. Para Carmen dizia que não tinha medo de morrer mas que não queria ficar sofrendo, mas dizia que se essa era a vontade de Deus, então ela tinha que aceitar.

Ane Lopes

Confira abaixo, o vídeo que ela gravou assim que descobriu que tinha câncer.

O ÚLTIMO DIA DA SUA VIDA

Se você está lendo isso,

significa que eu tive coragem de  postar.

Bom pra mim.

6 meses atrás…

Meu pai estava correndo atrás da minha sobrinha pela casa.

A minha namorada mandava mensagem dizendo: Eu te amo.

3 meses atrás…

Meu pai foi diagnosticado com uma doença neuro degenerativa, sem cura e que ia matá-lo aos poucos.

A minha namorada se muda para outra cidade.

2 semanas atrás.

Meu pai nao consegue mais levantar sozinho.

Minha namorada termina comigo.

A Vida é a coisa mais frágil,

instável e imprevisível que existe.

No dia que minha namorada terminou,

voltei pra casa e quando abri a porta estava meu pai sentado sem força para levantar do sofá.

Passaram 8.433 coisas na minha cabeça.

Comecei a chorar.

Ele disse:

Se você soubesse que esse é seu último dia de vida,

você passaria ele chorando?

Tá aí uma excelente forma para parar de chorar,

encontrar esperança onde parece não existir nada.

Falei com meu pai que estava acontecendo muita coisa ruim.

Ele disse:

Todas essas coisas que não eram para acontecer,

aconteceram.

O que acontecerá depois depende de você.

Na mesma hora liguei para um amigo e ele chamou outro amigo que chamou outro.

Saimos para conversar.

Um deles contou que a mãe também está com uma doença degenerativa.

Voltei pra casa.

Fui até o quarto do meu pai e disse:

Eu te amo.

É importante ter tempo para dizer às pessoas que você ama o quanto você as ama,

enquanto elas podem te ouvir.

Ele comecou a chorar.

Eu falei:

Se você soubesse que esse é seu último dia de vida,

você passaria ele chorando?

Ele comecou a rir.

As pessoas fazem você continuar.

Pessoas são melhores do que ninguém.

Se você está sofrendo por amor,

Se alguma pessoa que você ama está doente,

Não fique puto com o mundo.

Não se torne um babaca.

As coisas caem e quebram, é a vida.

E a vida é dura.

As pessoas cometem erros… mas, se você me perguntar,

é a parte que vem depois que importa.

A parte onde você faz a coisa certa.

 

Fonte

A morte que não mata mas mutila

Viviane Lima (vivifacts)

Sempre achei que ligações familiares no meio da noite fossem um mal sinal. Lamentavelmente eu estou certa, engraçado meu TCC ter sido sobre morte.

Acabo de receber uma notícia ruim, meu tio, irmão de minha mãe faleceu. Sentiu uma dor no peito, foi para o hospital e bateu as botas. Cantou pra subir, morreu.

Parece frio, mas depois de ver minha mãe cair em lágrimas, o que verdadeiramente me mata, me sinto anestesiada.

Veja bem, tive pouquíssimo contato com esse tio, ele morava no Ceará, mas faltava apenas um mês para vê-lo com minha mãe, afinal de contas é pra lá que vamos nas férias de julho.

É a terceira vez que vejo minha mãe se despedaçar, a mais velha de cinco irmãos. Perdeu a mãe atropelada, um ano depois minha tia sofreu um acidente e agora meu tio se vai. E ela tem aquela terrível sensação de que a família está acabando.

Deve doer, mas no meu avô que foi marido e é pai a dor deve ser ainda mais latejante. Minha mãe disse: “isso não é natural”. Fui obrigada a discordar.

A morte faz parte da vida, é algo natural embora não seja corriqueira.

Texto original

Como dizer adeus?

despedida

Na terça-feira (19/03) morreu o pai de uma pessoa muito querida pra mim, Adriano Lellis, com apenas 43 anos ele não resistiu à espera de um transplante de coração. Um dia antes estava combinando com uma de suas filhas de sairmos para jantar, ela bastante esperançosa e eu feliz por conseguir dois doadores com o mesmo tipo sanguíneo. Porém, na manhã seguinte veio a mensagem de seu falecimento.

Confesso que fiquei sem chão naquele momento, senti um aperto sem fim no meu coração imaginando como estaria sendo doloroso para ela essa perda, e o que eu senti tenho certeza que não passou nem perto do que ela possa estar sentindo. Eu não sei o que dizer nessas horas, acho que nada é capaz de sanar a dor. Todos vamos morrer um dia, mas será que estamos preparados para esse momento? Estamos preparados pra dizer adeus para quem amamos mesmo sabendo que ele está sofrendo?

Confesso que no mesmo dia em que tive a triste notícia, dei um abraço apertado no meu pai e dormi com ele na cama abraçada, “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque na verdade não há”. O que parece uma simples música de efeito, toma o mais literal sentido diante da possibilidade perdermos aquele que amamos.

A família desejo meus sinceros sentimentos, a minha querida, realmente queria poder dizer algo que alguém não tivesse dito, mas só posso dizer que estou aqui, para o que você precisar.

Viviane Lima

Um apelo de um coração desesperado

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Minha mãe está com câncer e já tentarmos 3 linhas de quimioterapia que não funcionaram. Foi indicado o uso de um medicamento que custa 6 mil reais por mês ou outro que custa 17 mil reais por mês, na tentativa de diminuir a progressão da doença. Entramos com pedido pelo SUS para receber o medicamento de graça e o pedido foi NEGADO! Estamos tentando por outros meios, mas até agora nada.

Estou procurando desesperadamente alguém que tenha um medicamento chamado Pazopanib (nome comercial: Votrient) ou outro chamado Temozolamida (nome comercial: Temodal). São as nossas últimas esperanças!

Se alguém infelizmente teve uma pessoa na família ou um conhecido que teve câncer e faleceu e tem o medicamento sem uso em casa, ou alguém que teve o tratamento interrompido e ainda tem algumas cápsulas, peço que me mandem uma mensagem! Pelo menos até conseguirmos uma outra fonte que forneça esses remédios.

Talvez esse seja o meio de conseguir ver minha mãe bem por mais um tempo.

Esse texto foi compartilhado na página pessoal de Gabriel Debia.

Chorão: a voz que deixou vários órfãos

Chorão Charlie Brown

Grandes personalidades do rock morreram: Kurt Cobain, Jimi Hendriz, Janis Joplin, Gary Train entre outros. Um fato memorável no rock internacional foi o acidente de avião ocorrido em 1959 nos Estados Unidos, que vitimou Buddy Holly, Ritchie Valens e J.P. Richardson, no que se tornaria conhecido mais tarde como “o dia em que a música morreu“. Um outro acidente aéreo foi de grande repercussão no Brasil quando, em 1996, um Learjet colidiu com a Serra da Cantareira em São Paulo, matando todos os integrantes da banda Mamonas Assassinas. A morte do cantor Elvis Presley em 1977 que abalou milhares de fãs, gerando tal comoção que persiste entre muitos deles até hoje a teoria de que o cantor continua vivo.

Mas esse que nos deixou no dia 13/04 esta quarta-feira teve a morte certa. Eu estava tomando meu café da manhã matinal quando no intervalo do Globo Rural, eis que surge a bomba. Fiquei pasma e imediatamente mandei um sms para um amigo falando que ele tinha morrido, a resposta foi: “quem se importa?” Muitas pessoas se importaram, você pode até não gostar das atitudes que ele tinha, achar que ele era um babaca drogado, e nem mesmo ouvir os últimos CDs, mas em algum momento você já curtiu. Quem somos nós pra julgar as ações de outras pessoas?

Ouvi da minha mãe a seguinte frase: “ele saiu das ruas, passou fome, tinha tudo e se acabou por causa das drogas, ele era um idiota”. Sim, ele era um idiota, mas não se pode medir o sofrimento alheio,  falar mal é fácil, mas tente se colocar por um segundo na pele da outra pessoa. Alexandre Magno Abrão não era perfeito, longe disso! Mas era HUMANO.

Abaixo um texto que o Japinha, do CPM 22publicou sobre a morte do Chorão.

“Bom dia.

É com pesar que escrevo aqui, afetado pela morte do colega Chorão, do Charlie Brown Jr.

Muitos aqui sabem o quanto foi grande a briga entre CPM22 e Chorão e o quanto isso afetou muita coisa na carreira e na nossa vida. Mas são águas passadas e já estava quase tudo superado.

Eu particularmente, na maioria das vezes, fui super bem tratado por ele e não queria nem um pouco o mal dele. Pelo contrário, sabia dos seus defeitos (que muitos aqui sabem também), mas sabia de um lado enorme bom dele, ele tinha um grande coração.

Além disso, o enorme talento para o rock, para a música nacional. Deixou um legado de fãs incrível, um trabalho digno de entrar pra história do rock, com tantos ‘hits’ e shows sensacionais. Seu carisma e habilidade no microfone eram gigantes.

Meus sentimentos à sua família (sou amigo de seu filho de 20 anos), aos membros da banda (amigos também) e à toda a ‘Família Charlie Brown Jr’.

Japinha”

Meu pai, meu coração

Adriano Lelis e Adriana Mancini Lelis

Tem coisa melhor no mundo que chegar em casa e ter alguém te esperando?
Alguém preocupado com você, perguntando sobre o seu dia, suas dificuldades, suas perdas e suas vitórias?
Alguém sempre disposto, com um ombro amigo, pronto para te ouvir, te abraçar?

Engana-se aquele que se acha forte o suficiente para lutar contra seus problemas, matando um leão por dia nessa selva de pedras. E que selva! Dificuldades, angústias, decepções, enfim, a vida nos trás problemas, mesmo sendo bela!

Mesmo sendo possível fazermos algumas escolhas para nortear nossas vidas, devemos nos lembrar que, quando menos esperamos, tem uma pedra no meio do caminho. Às vezes grande como o muro de Berlim. Mas quem tem um pai, tem um alicerce em que se restabelecer. Um pai é muito mais que tudo isso, e precisa ser visto como pai. Ele até pode errar, ou estar errando, mas não deixa de ser pai.

Descobri que pra ser super-herói não basta apenas ter super poderes. O meu super-herói acorda cedo todas as manhãs para ir trabalhar, para me garantir segurança e conforto. Sabe o meu super- herói sempre está lá quando eu preciso, quando não estou me sentindo bem. Meu super- herói tem mais que força e o poder de voar, ele tem o poder de ser pai, e de me amar.

Uma dica a você: dê importância para a presença de seu pai na sua vida; não perca tempo! É tempo de olharmos para o nosso pai, para a essência dele e valorizarmos a sua presença.

O pai da linda moça na foto está internado na UTI do Hospital Sírio Libanês e precisando de um coração, eu não sei como me sentiria se estivesse no lugar dela, só de pensar nessa possibilidade eu perco o chão. Existem várias formas de demonstrarmos o nosso amor, doar órgãos é uma delas. É um jeito de manter vivo quem amamos através dos olhos de outras pessoas. Incentive seus amigos e parentes e serem doadores, porque amanhã pode ser o seu pai precisando de um coração.

Até breve vovô

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Ontem, dia 14 de janeiro, faleceu a pessoa que fez de mim, muito do que sou hoje. O último ano foi muito difícil, desde a descoberta do câncer, que àquela altura já havia se espalhado, diversas sessões de quimioterapia, radioterapia, a queda de cabelo, e de um bigode que foi cultivado com tanto cuidado por tantos e tantos anos (desde sempre, talvez).

É engraçado, como nos agarramos a fiapos de esperança, a farrapos de vida, na esperança de que algo, alguém, uma força superior, possa mudar o rumo dos acontecimentos. Mas nem sempre o(s) Deus(es) nos atendem, seja lá qual o motivo que motiva tais decisões, se é que eles existem, e não é a mera casualidade que os comanda.

Meu avô faleceu aos 79. Setenta e nove anos bem vividos. Não acumulou bens. Ao contrário, sempre foi pródigo, sempre cometendo loucuras, como viagens, sem se preocupar com o depois. Isso que talvez enlouqueça qualquer empresário, ou gurus de economia pessoal, certamente criou um ambiante mágico para os netos (ou ao menos para mim), sempre esperando uma próxima aventura.

Foi dele também, a paixão por contar histórias (sem a qual, talvez eu nunca tivesse começado a escrever nada, e muito menos os blogs que mantenho). Lembro de não cansar de ouvir, repetidamente, a história do “Alfaiate Valente”, ou como ele contava, o “Mata Sete”.

Lembro também, ainda criança, o medo de ir ao quintal a noite, sozinho, com medo de um lobisomem que espreitasse do alto do muro, pronto pra atacar, como tantos anos antes acontecia na casa dele, quando ele mesmo era criança.

As histórias sempre foram seu forte, sempre pronto a contar uma passagem de sua vida, que parecia tão impossível, quanto crível.

Lembro ainda hoje, quando assisti ao filme “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas”, e quem o conheceu, pode facilmente reconhecer no personagem de Edward Bloom, a figura do meu avô. E quando assisti ao filme, chorei no final, com o funeral do personagem.

E hoje, de alguma forma, enxerguei a coisa toda dessa maneira. Como Edward, que deixava de contar a história, para passar a ser parte dela.

Por mais clichê que possa parecer, o dia que amanheceu nublado, se abriu no momento do enterro, uma última homenagem talvez do sol, a uma pessoa que sempre amou a praia.

Depois de 24 horas segurando todas as emoções, eu resolvi abrir mão de uma regra minha, de não expor minha vida pessoal aqui, e compartilhar com vocês, essa homenagem ao maior homem que eu conheci.

E agora, uma música, com uma cena muito importante do filme.

Adeus vovô.

 A pedidos do dono da história não iremos revelar o nome de quem a escreveu, envie também sua história

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A importância de nunca deixar de dizer “eu te amo”

Amanda Armelin

Amanda Armelin, quem convive com ela nem imagina tudo que ela teve que enfrentar. Amanda é um nome com origem no latim amandus, que significa que deve ser amada. E ela é realmente amável.

A primeira vez que vi Amanda pensei: “essa garota sei não hein, deve ser metida”. Magina! Só ela abria aquele sorriso enquanto buzinas no trânsito desesperado soavam. Sempre foi tão alegre e tão forte que muitos de seus amigos não sabem de todo sofrimento que seu coração carrega. Hoje? É só alegria…

Ouça abaixo o depoimento.