Arquivo mensal: setembro 2013

O menino que não para de sorrir

Ollie Petherick e a mãe

Quem vê o lindo sorriso de Ollie Petherick, não imagina o que ele sofre. O menino de apenas dois anos tem que lidar com uma doença de gente grande. Diagnosticado com a  síndrome de Angelman, que ocasiona dificuldade de aprendizado ele carrega um sorriso permanente em seu rosto. Existem apenas 1.000 casos conhecidos no Reino Unido

“O sorriso de Ollie e a personalidade feliz dele fazem tudo valer a pena. Eu posso estar sem dormir há dias, mas seu sorriso nunca me deixa desanimar. Ele tem um jeitinho que faz você sentir sua emoção, e sua risada é simplesmente fantástica”, disse a mãe, Annie Campbell, ao “Daily Mail“.

Ollie Petherick e mother

Síndrome de Angelman é um distúrbio genéticoneurológico nomeado em homenagem ao pediatra inglês Dr. Harry Angelman, que foi quem descreveu a síndrome pela primeira vez em 1965. Caracteriza-se por atraso no desenvolvimento intelectual, dificuldades na fala, distúrbios no sonoconvulsõesmovimentos desconexos e sorrisofrequente. Além disso, é um exemplo clássico de imprinting genômico causado pela deleção ou inativação de genes críticos do cromossomo 15 herdado da mãe. Sua síndrome irmã é chamada de síndrome de Prader-Willi, sendo causada pela deleção de genes paternos.

Música da semana – Canto para minha morte

“Há uma conformidade existencial do ser humano nos vários niveis de alienação.

Geraldo Reis M. Fontes

Canto para minha morte

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas… Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio…

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite…

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Homem fotografa seus dias por 13 anos e seu diagnóstico de câncer

Jeff Harris

Já imaginou se você tirasse uma foto por dia durante 13 anos? E se essas fotos fossem tiradas de uma câmera analógica sendo o resultado uma verdadeira surpresa? Foi o que  Jeff Harris fez durante os anos de sua vida, mas a surpresa não foram as fotos, mas sim o diagnóstico de câncer que veio a partir de um pé fraturado após saltar de duas caixas de som. A luta contra a doença foi retratada nas fotos, sua perna esquerda sofreu uma paralisia permanente e durante todo o período mais de  4.500 fotos foram publicadas em seu site, que teve a última atualização em dezembro de 2011.

A dica do Harris é: “o registro fotográfico do dia-a-dia é um desafio de viver uma vida mais plena”.

canadense de Toronto Jeff Harris

Velocidade no trânsito transforma motoristas em monstros

campanha de trânsito

Segundo Organização Mundial de Saúde, 5.000 pessoas morrem nas ruas a cada semana. Pensando em convocar as pessoas para uma reflexão e para a mudança desse comportamento, o Jornal da Paraíba lançou uma campanha com o tema “O trânsito pede calma. A vida também”. A primeira etapa foi iniciada na Semana Nacional do Trânsito com peças para TV, Jornal, internet, rádio, fanpage e canal no Youtube com o conceito “O poder do acelerador desperta o pior da gente”. A ação realizada na fanpage da campanha se espalhou pela internet, ganhando versões criadas pelos próprios usuários do facebook e virando meme na rede.

Abaixo as versões criadas.

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App que te lembra de fazer autoexames

TLC

Que fazer auto exame é importante para prevenção do câncer, todo mundo sabe. Mas assim como é difícil lembrar de tomar água, no dia-a-dia acabamos esquecendo, fazendo apenas quando sentimos alguma coisa e aí já pode ser tarde demais. A Rethink Breast Cancer, empresa que apoia o desenvolvimento de pesquisas sobre o câncer de mama, desenvolveu um aplicativo que auxilia a não esquecer e te dá lembretes sobre o assunto.

Além disso, o aplicativo te dá um incentivo visual, com homens fortes e musculosos ensinando como fazer o auto exame. A campanha tem o slogan “Deixe esse cara gostoso te mostrar como dar a seus seios um pouco de TLC.” e faz uma brincadeira com a sigla que originalmente significa TenderLove e Care transformando-a em TouchLook e Check. O aplicativo está disponível para  iPhone e Android.

#Leitura: A culpa é das estrelas

A culpa é das estrelas

Hazel é uma adolescente de dezesseis anos, com algo um tanto quanto incomum: câncer de tireoide com metástase nos pulmões, desde os treze anos. Ela era deprimida, não fazia questão de nada, muito menos de comer e sair de casa e lia o mesmo livro várias vezes. Um dia, ela desistiu de frequentar o Grupo para Crianças com Câncer, mas antes que pudesse desistir, sua mãe pediu para largar a maratona de America’s Next Top Model e ir uma última vez ao grupo de apoio. Mal sabia que, neste dia, conheceria Augustus Waters, um garoto de dezessete anos, ex-jogador de basquete, que sofreu de um câncer e perdeu uma perna. Então a história começa…

[…] Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim,e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o Sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.”

Um ponto a ser destacado é a maneira como Hazel e Augustus expressam o amor que sentem um pelo outro. As juras de amor como, “sempre estarei ao seu lado” deixam de existir, uma vez que o casal acha que “para sempre” é uma expressão muito forte e injusta. Então, escolhem uma expressão incomum: “Talvez o ok venha a ser o nosso sempre”, disse Augustus.

Este livro vale a pena ser lido não é por sua história, mas por tratar de um problema real, o qual faz de Hazel uma menina forte. E ao terminar o livro, os nossos probleminhas não são o fim do mundo.

Uma ideia muito boa

 

ideia-cemiterio-arvores

Estava eu dando uma olhada no blog Que tal isso?, quando dei de cara com uma ideia que eu acho que é de utilidade pública, além de achar que seria uma homenagem bem singela para quem se foi.

Se a sua hora chegou, você não está lendo essa ideia. Mas tudo bem, alguém irá até sua lápide para lhe contar. Mas, em vez de lápides, porque não ir até sua árvore?

Parque da Paz, que tal um cemitério, onde, no lugar de lápides, fossem plantadas árvores?

A lápide existe “apenas” como uma marcação e uma forma de representação da pessoa que não está mais entre nós. Por isso, essa representação poderia ser outro elemento, como uma árvore. Cada árvore teria as informações do falecido (nome, família, datas) e seria facilmente localizável no parque. Em vez de um emaranhado de pedras, um labirinto de árvores.