A morte que não mata mas mutila

Viviane Lima (vivifacts)

Sempre achei que ligações familiares no meio da noite fossem um mal sinal. Lamentavelmente eu estou certa, engraçado meu TCC ter sido sobre morte.

Acabo de receber uma notícia ruim, meu tio, irmão de minha mãe faleceu. Sentiu uma dor no peito, foi para o hospital e bateu as botas. Cantou pra subir, morreu.

Parece frio, mas depois de ver minha mãe cair em lágrimas, o que verdadeiramente me mata, me sinto anestesiada.

Veja bem, tive pouquíssimo contato com esse tio, ele morava no Ceará, mas faltava apenas um mês para vê-lo com minha mãe, afinal de contas é pra lá que vamos nas férias de julho.

É a terceira vez que vejo minha mãe se despedaçar, a mais velha de cinco irmãos. Perdeu a mãe atropelada, um ano depois minha tia sofreu um acidente e agora meu tio se vai. E ela tem aquela terrível sensação de que a família está acabando.

Deve doer, mas no meu avô que foi marido e é pai a dor deve ser ainda mais latejante. Minha mãe disse: “isso não é natural”. Fui obrigada a discordar.

A morte faz parte da vida, é algo natural embora não seja corriqueira.

Texto original

Publicado em junho 3, 2013, em Desabafe e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Viviane Lima a morte é a única certeza que tenho, mas tento fazer em minha vida um pedacinho do céu em Jesus Cristo ressuscitado. Tenho depressão a dez anos e em outubro de 2008 perdi meu porto seguro que era minha mãe. Sumiu tudo, fé, o amor, a vontade de viver e o chão. Na época era professor Universitário na área de Administração e servidor público municipal. Até hoje estou mutilado e tomo remédios. Tenho quatro pós graduações, mas hoje estou em um órgão da justiça (cedido). Estou passando eu e minha família por muitas provações e o que me mantém é a nossa FÉ em DEUS. Quero Viviane lhe dizer que fique bem perto de sua mãe e lhe de toda atenção, carinho e amor necessário. Pois quando perdemos nossa mãe não adianta reclamar do que não fizemos para ela em vida. Força e muita fé e orações. Hoje escrevo meu diário onde relatos minha luta diária contra uma doença invisível ( a depressão). Tento encontrar forças escrevendo tudo o que passo e a fé em Jesus Cristo que sei que um dia irá me curar. E de meus escritos quero dar testemunhos para outras pessoas. Tenho 50 anos, sou casado, tenho três filho e moro na região Norte. Fique com DEUS!

    • Oi Sidney, obrigada por suas palavras de apoio, sei que embora a morte seja algo pelo qual todos iremos passar, não é nada fácil estar diante dela.

  2. Paz e bem
    Verde. 10º DOMINGO Tempo Comum

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    Bom dia Viviane, agradeço a gentileza de ler meu relato. Somos seres abençoados e queridos por DEUS! Não nascemos para sofrer eu tenho muitos problemas, mas procuro no deserto me lembrar que não nascemos para sofrer. Alias qual é o tema de seu TCC e qual sua área de atuação. Penso que amar é servir, porque servir é a exigência imperiosa da dinâmica do amor. Parece ser fácil falar do servir, mais é muito difícil o agir para servir nos dias de hoje. Fique com DEUS!

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