Arquivo mensal: abril 2013

Como apagar o perfil de um falecido

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O processo é trabalhoso, mas é possível retirar do site o perfil de alguém falecido. Já para o parente próximo acessar conteúdo de e-mails, só com autorização judicial.

Francielen Loureiro

Viver e não ter a vergonha de ser feliz.” Com versos emprestados da canção de Gonzaguinha, Francielen Loureiro Mendes, então com 18 anos, manifestava a alegria da nova fase que viveria, em julho de 2008, no seu perfil do Orkut. A jovem tinha acabado de receber a notícia que havia passado na seleção de trainees em uma multinacional. Resolveu atravessar a rodovia, que separava sua rua do Centro da cidade, para comprar bombons e comemorar a novidade com a mãe. Mas, como questionava outro trecho da música de Gonzaguinha: “E a vida, o que é?”. É sobressalto, arriscaria. Nesse dia, Francielen não voltou para casa e ali mesmo, na BR-262, km 173, em Vargem Linda (MG), ela faleceu depois de ser atropelada por um carro.

O Orkut dela recebeu dezenas de mensagens dos poucos amigos, 11 no total, que tinha no perfil recém-criado. As pessoas postavam, em seu mural de recados, mensagens que diziam da falta que ela fazia ou do quanto gostavam da jovem. Ao longo dos meses e anos, os colegas ainda relembravam datas importantes, como o aniversário dela. Um primo se incomodou com o perfil ativo e pediu que os outros usuários parassem de publicar. Não foi atendido.

Na época, a mãe, Maria Auxiliadora Loureiro, de 52 anos, chegou a pensar em deletar a conta. Sabendo que a senha era relacionada aos números do celular do namorado da filha, ela repassou o código para uma pessoa próxima, que bloqueou a visualização das fotos do álbum, mas deixou o perfil aberto à publicação de mensagens dos amigos.

Uma comunidade com o nome Por toda a minha vida vou te amar, foi criada para homenageá-la. Há 52 membros e nenhum fórum de discussão. Hoje, depois de três anos da morte de Francielen, os colegas já esqueceram o seu perfil no Orkut, ou talvez migraram todos para o Facebook, rede social que a jovem não teve tempo de conhecer.

Morte também virtual

Cada rede social e serviço da web tem as próprias regras para a remoção de perfis ativos de pessoas que morreram ou mesmo a abertura do conteúdo de suas contas aos parentes mais próximos. É preciso um pouco de paciência para chegar a essas configurações dos sites.

Facebook 

Morte-Facebook

Você pode retirar o perfil do ar ou transformá-lo em um memorial, onde o perfil será acessível somente para os amigos adicionados pelo homenageado. Uma conta transformada em memorial permite que só amigos possam localizá-lo na busca, além de impedir que qualquer pessoa faça login nesse perfil. Em ambos os casos, é preciso comprovar que você é o representante legal do falecido ou de seu espólio. Preencha o formulário e envie os documentos pedidos. http://migre.me/8BHwi

Orkut

Orkut

É preciso preencher um formulário e anexar uma certidão de óbito para comprovar a solicitação. Na página, a equipe do Orkut informa que só entrará em contato com você (normalmente em três dias úteis) se precisar de mais informações.  http://migre.me/8BISo

Twitter

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Para remover um perfil é preciso provar seu grau de parentesco com o falecido ou que é o responsável pelo espólio. Há uma série de documentos necessários para enviar junto com o pedido, entre eles cópias do certificado de óbito e de identificação da pessoa. O contato pode ser feito por e-mail (privacy@twitter.com), fax (415-222-9958) ou caixa postal (795 Folsom Street, Suite 600, São Francisco, CA94107). http://migre.me/8BHJQ

Google

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Em casos raros, o Google pode fornecer o conteúdo da conta do Gmail a um representante autorizado do usuário falecido. O processo é demorado, segundo aviso da própria empresa. Além disso, enviar os documentos não é garantia de que a solicitação será atendida. O gigante analisa as informações em duas etapas. Na primeira, é preciso fornecer uma série de documentos e mandar as informações por fax (+1-650-644-0358) ou correio (1600 Amphitheatre Parkway Mountain View, CA 94043). Em um segundo momento, a empresa analisará o pedido e, se aprovado, será necessário entrar com uma petição judicial em um tribunal dos Estados Unidos.  http://migre.me/8BJBf

Burocracia necessária

O que talvez Maria Loureiro e o primo de Francielen não soubessem é a possibilidade de remover o perfil do ente falecido entrando em contato com o administrador do site (veja quadro acima). É burocrático sim: na maioria das vezes é preciso enviar uma cópia do atestado de óbito, além de comprovar seu parentesco com o titular da conta. Mas todos esses procedimentos são necessários, senão qualquer um poderia retirar, por maldade, perfis do ar.

Fim da quimioterapia

Manu comemorando a evolução no tratamento contra o câncer.

Se por um lado protestos e tragédias mobilizam internautas nas redes sociais, por outro tem quem use para comemorar. É o caso da pequena Manu, após lutar os seus quase três anos de vida contra um câncer raro, em março, ela completou sete meses sem a necessidade de realizar sessões de quimioterapia e comemorou a evolução no tratamento com uma foto agradecendo ao hospital onde ela realizou o tratamento, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A imagem teve mais de 100 mil ‘curtidas’ na página de combate ao câncer.

Na primeira publicação da foto foram cerca de 92.500 ‘curtidas’. Na foto, a menina segura um cartaz com a frase: “Estou a (sic) 7 meses sem quimioterapia!!! Agradeço a Deus e ao GACC – São José dos Campos”. A ideia de colocar a foto na internet foi do pai de Manu, Erick Moura.

Além de comemorar a evolução do tratamento da filha contra a Histiocitose de Células de Langerhans, o objetivo, segundo ele, é também ajudar o Grupo de Assistência a Criança com Câncer (Gacc), onde ela realizou o tratamento e que passa por uma crise financeira.

É ou não pra comemorar? 

Neto fotógrafo faz série divertida de sua vó com um galo, para tirá-la da depressão

Frederika

Em 2010, o fotógrafo francês Sacha Goldberger se mostrava preocupado com o estado de saúde da sua vovó, na altura com 91 anos, devido aos sinais de solidão e depressão que ela apresentava. Como terapia, sugeriu que juntos fizessem fotografias divertidas, mantendo Frederika (assim se chama a senhora) ocupada e servindo de exemplo para muita gente. Ele fez uma série de fotos chamada “Mamika”, no qual sua avó surge em situações curiosas com seu galo, Bob.

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Música da semana – Funeral de um Lavrador

Funeral de um Lavrador

Esta cova em que estás com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É a conta menor que tiraste em vida

É de bom tamanho nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a parte que te cabe deste latifúndio

Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É a terra que querias ver dividida

É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo
estarás mais ancho que estavas no mundo

É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo te sentirás largo
Porém mais que no mundo te sentirás largo

É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas a terra dada, não se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a terra que querias ver dividida
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada, não se abre a boca.

Só se limita quem quer

Marco Aurélio e Manuel Condez

Todos os dias, durante os últimos quatro anos, o ex-bancário Manuel Condez, 60, dedicou a mesma rotina ao filho Marco Aurélio, 26, que convive com sequelas severas de paralisia cerebral: deu banho, penteou os cabelos, carregou-o no colo até o carro e o levou para a faculdade de jornalismo a 17 km de casa.

O pai assistiu a todas as aulas, anotou as lições dadas pelos professores, auxiliou o filho na feitura das provas escrevendo no papel aquilo que ele lhe soprava, ajudou intermediando pensamentos, foi o motorista do grupo de trabalho e o assessorou em entrevistas e em reportagens.

Na semana passada, Marco recebeu o diploma da Universidade São Judas, em São Paulo, e Manuel viveu uma das noites mais emocionantes de sua vida, sendo o grande homenageado. Foi ovacionado pelos formandos e recebeu da direção da faculdade uma placa de honra ao mérito.

Marco tem braços, mãos e pernas atrofiados, fala com dificuldade, já foi submetido a 11 cirurgias reparadoras, usa cadeira de rodas e programa especial de computador para ter mais autonomia. Precisa de cuidados específicos para tocar o dia a dia.

O rapaz não só tem pleno domínio do intelecto como, na avaliação de colegas de turma e de professores, foi um dos melhores alunos. a prova viva de que só se limita quem quer.

Fórmula do amor?

casais que estão juntos há mais de 50 anos

“Ainda encontro a fórmula do amor, ainda encontro a fórmula do amor“. Parece apenas uma música, mas faz todo sentido, ao olhar essa série de fotos de Lauren Fleishman. Apesar das histórias de amor não terem uma fórmula para dar certo, a fotógrafa tentou encontrar os ingredientes que fazem uma relação durar a vida inteira. No ensaio “Love Ever After”, que já virou até livro, ela retratou casais que estão juntos há pelo menos 50 anos.

Além das fotos, Lauren ainda colheu depoimentos de pelo menos um dos integrantes do casal para falar da relação construída ao longo dos anos.

“A gente se conheceu antes da guerra, mas nunca havíamos nos falado. Ele estava com outras mulheres, porque ele era muito, muito mais velho do que eu. E ele era muito bonito! Era mais alto e era dono de um lugar onde fazia ternos. Quando voltamos da guerra ele foi à casa da minha irmã, e eu estava passando um tempo com ela. Em agosto, faremos 63 anos de casados. Posso dizer que o amor veio pouco a pouco, não de uma vez só. Éramos jovens e ele era muito mais velho do que eu, mas eu gostava dele. Ele falava comigo de um jeito muito agradável.” (Golda Pollac,  Brooklyn)

Gloria Holtzman,  Brooklyn

“Eu estava com problemas na escola porque tinha que fazer um trabalho sobre música e eu nunca tinha escrito nada sobre música. Minha mãe então sugeriu que eu fosse falar com David, porque ele sabia muito de música. Então fui lá com a esperança de que ele aceitasse escrever para mim! Mas ele disse não, eu te ajudo, mas você tem que escrever o trabalho. Ele sempre foi muito exigente. Depois que escrevemos o texto juntos, ele me convidou para ir à uma festa de um de seus amigos do exército. Sabe, eu nunca tinha olhado para ele com segundas intenções. E ele olhou para mim da forma que um homem que acabou de sair do exército olharia para qualquer mulher sexy” (Gloria Holtzman,  Brooklyn)

Gloria Holtzman

“Eu era o tipo de garota que se apaixonava rápido. No dia seguinte, eu sempre saia correndo para contar para minha amiga que eu estava apaixonada. Mas depois do primeiro encontro com Sol, eu não me senti assim. Acho que isso só serviu para provar que a gente não deve julgar pela primeira impressão. Pode parecer que não vai dar certo, mas conforme você vai conhecendo a pessoa, o amor chega.” (Gloria Holtzman, Brooklyn.)

Yevgeniy Kissin

“A gente se conheceu num baile. Era janeiro de 1938. Meu amigo me convidou para a festa e disse que teria um monte de jovens bonitas. Um outro soldado de botas de cano alto se aproximou dela, mas como ela não gostava de botas desse tipo, ela disse não para ele. Eu fui o segundo a me aproximar dela, com uma roupa diferente, mas até hoje ainda não sei se foi a minha vestimenta ou o meu rosto que fez com que ela se sentisse atraída por mim.” (Yevgeniy Kissin, Brooklyn)

Angie Terranova

Na verdade, você não pensa no fato que estamos evelhecendo. Primeiro porque envelhecemos junto com o outro, e quando você vê muito uma pessoa, você não percebe esse tipo de mudança. Por exemplo, você não percebe que está com uma ruguinha aqui, e que no outro dia está um pouco maior. Não, esse tipo de coisa simplesmente acontece. Você não presta atenção nesse tipo de coisa. Não percebe isso. Quero dizer, você não fica pensando todo dia, “oh, meu marido tem 83 anos, vai fazer 84, oh meu deus,  estou casada com um homem velho.” E espero que ele pense dessa mesma forma do que eu. (Angie Terranova, Nova York)”

Moses Rubenstein

“Agora eu vou fazer 88 anos. Minha esposa tem 85 anos, e eu só espero viver mais uns 5 ou 6 anos de vida. Isso é tudo o que queremos. A gente não quer viver muito mais. Na verdade, eu sempre disse para minha mulher que eu queria chegar nos 94. É a meta da minha existência. Eu adoraria ver meu neto trabalhando e minha neta se casando. A gente quer que eles sejam tão felizes quanto nós fomos. (Moses Rubenstein,  Brooklyn)

Leila Ramos

“Pouco a pouco a gente vai envelhecendo, mas nada muda em nossos corações. O amor se fortalece. É assim que eu sinto. E acho que ele sente o mesmo. Sim, ele foi meu primeio amor. Meu primeiro e último amor.” (Leila Ramos, Brooklyn.)

Brighton Beach

“Qual o segredo do amor? Um segredo é um segredo, e eu não revelo meus segredos!” (Ykov Shapirshteyn, Brighton Beach, Brooklyn.)

“Esperança” além do clipe

Banda Aliados

A banda Aliados faz uma música muito boa, eles conseguem unir companheirismo, rock’n roll e melodias que buscam positividade, paz, amor e fé (sem ser piegas!), no caso clipe dessa música ESPERANÇA, que foi gravado em São Paulo e ainda conta com a participação especial das crianças da Casa Ronald McDonald. O mais legal é que toda monetização de “Esperança”, seja pelo single ou disseminação do vídeo no youtube estará voltada Casa Ronald McDonald de São Paulo.

Sim, além de ter uma letra que conversa lindamente com a vibe de acreditar que tudo um dia irá melhorar a banda ainda fez do clipe um jeito de ajudar uma instituição. Demais, né? Vale a pena ver e ouvir!

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Aprovado?

Amor maior que a dor

Dallas Wiens e Jamie Nash

Você pode olhar a imagem e pensar: “eles se amam porque são iguais“. Eu só consigo olhar e pensar: “ual, como eu queria um amor assim”. Capaz de olhar alem do que os olhos podem ver, do que as pessoas possam entender. Se a tragédia um dia foi motivo de dor para essas duas vidas, hoje ela foi a responsável por uni-las no amor.

Dallas Wiens, o primeiro americano a receber um transplante completo de rosto, casou-se no mês passado,  em Fort Worth, no estado do Texas. Wiens casou-se com Jamie Nash, uma vítima de queimaduras, que ele conheceu em um grupo de apoio a acidentados. O transplante foi realizado em março de 2012.

Ele teve o rosto desfigurado e queimado e ficou cego após tocar um fio de alta tensão quando pintava o prédio de igreja, em novembro de 2008. Hoje com 27 anos, ele finalmente recebeu o transplante e encontrou o amor de sua vida. Jamie teve 70% do corpo queimados em um acidente de carro, mas se recuperou. O casamento acabou ocorrendo na própria igreja, a batista de Ridglea, onde Wiens sofreu o acidente. Mais de 150 pessoas assistiram.

Dallas Wiens brindandoDallas Wiens dancandoDallas Wiens e sua noivaDallas Wiens loveDallas Wiens buque