Arquivo mensal: janeiro 2013

O passado não deve ser esquecido

ensaio Tom Hussey

Chega um momento na vida em que tudo o que temos é armazenado na nossa memória, são as memórias do que fomos um dia e pode representar tudo o que nos resta. Foi para uma campanha publicitária de um medicamento para o tratamento da doença de Alzheimer ruim que fotógrafo americano Tom Hussey produziu uma série de fotografias que colocam em questão o tempo e a memória. A mensagem das fotos é: o remédio “Exelon Patch” é capaz de reacender velhas lembranças que apaga os pacientes de doenças terríveis.

Tom Hussey

No ensaio, um espelho, um elemento-chave para a criação da série, que leva o título “Reflexões“. A série contrasta, na mesma cena, passado e presente. Seus personagens vêm em um momento nostálgico no tempo em que viajar observar no espelho. A campanha mostra toda sensibilidade do fotógrafo em relação aos efeitos de quem sofre desta doença. Idosos que sofrem de Alzheimer, muitas vezes perdem a noção do tempo e do espaço, mesmo que a memória semântica (modo de memória de longo prazo) e memória implícita (memória de como fazer as coisas) não são tão afetadas como a memória de curto prazo, a ideia é o de demonstrar que a droga é capaz de reacender memórias antigas que os pacientes de doenças apaga.

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A inspiração veio de uma conversa com um veterano de guerra que contou um pouco sobre sua vida e experiência. Ele estava prestes a celebrar o seu 80º aniversário e disse que não entendia como ele poderia fazer 80 anos de idade e se sentir ainda um jovem. Tom percebeu que todo mundo pensa o mesmo em determinada fase de sua vida, construiu um banheiro e fotografou Gardner olhando no espelho, vendo-se como um ano 25 jovens de idade. A série foi lançada em 2009/2010, mas merece ser lembrada.

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Até breve vovô

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Ontem, dia 14 de janeiro, faleceu a pessoa que fez de mim, muito do que sou hoje. O último ano foi muito difícil, desde a descoberta do câncer, que àquela altura já havia se espalhado, diversas sessões de quimioterapia, radioterapia, a queda de cabelo, e de um bigode que foi cultivado com tanto cuidado por tantos e tantos anos (desde sempre, talvez).

É engraçado, como nos agarramos a fiapos de esperança, a farrapos de vida, na esperança de que algo, alguém, uma força superior, possa mudar o rumo dos acontecimentos. Mas nem sempre o(s) Deus(es) nos atendem, seja lá qual o motivo que motiva tais decisões, se é que eles existem, e não é a mera casualidade que os comanda.

Meu avô faleceu aos 79. Setenta e nove anos bem vividos. Não acumulou bens. Ao contrário, sempre foi pródigo, sempre cometendo loucuras, como viagens, sem se preocupar com o depois. Isso que talvez enlouqueça qualquer empresário, ou gurus de economia pessoal, certamente criou um ambiante mágico para os netos (ou ao menos para mim), sempre esperando uma próxima aventura.

Foi dele também, a paixão por contar histórias (sem a qual, talvez eu nunca tivesse começado a escrever nada, e muito menos os blogs que mantenho). Lembro de não cansar de ouvir, repetidamente, a história do “Alfaiate Valente”, ou como ele contava, o “Mata Sete”.

Lembro também, ainda criança, o medo de ir ao quintal a noite, sozinho, com medo de um lobisomem que espreitasse do alto do muro, pronto pra atacar, como tantos anos antes acontecia na casa dele, quando ele mesmo era criança.

As histórias sempre foram seu forte, sempre pronto a contar uma passagem de sua vida, que parecia tão impossível, quanto crível.

Lembro ainda hoje, quando assisti ao filme “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas”, e quem o conheceu, pode facilmente reconhecer no personagem de Edward Bloom, a figura do meu avô. E quando assisti ao filme, chorei no final, com o funeral do personagem.

E hoje, de alguma forma, enxerguei a coisa toda dessa maneira. Como Edward, que deixava de contar a história, para passar a ser parte dela.

Por mais clichê que possa parecer, o dia que amanheceu nublado, se abriu no momento do enterro, uma última homenagem talvez do sol, a uma pessoa que sempre amou a praia.

Depois de 24 horas segurando todas as emoções, eu resolvi abrir mão de uma regra minha, de não expor minha vida pessoal aqui, e compartilhar com vocês, essa homenagem ao maior homem que eu conheci.

E agora, uma música, com uma cena muito importante do filme.

Adeus vovô.

 A pedidos do dono da história não iremos revelar o nome de quem a escreveu, envie também sua história

CHAPÉU-DESABAFE

Quando uma perda salva milhares

Rachel Beckwith

Rachel Beckwith fez um pedido pelo seu nono aniversário: ela queria levantar US$ 300 para a ONG Charity: Water. Para 15 pessoas terem água limpa para beber.

Ela escreveu no site: “No dia 12 de junho de 2011, vou fazer 9 anos. Descobri que milhões de pessoas não vivem até seu quinto aniversário. E por que? Porque elas não têm acesso à água limpa e segura. Por isso estou celebrando meu aniversário de maneira diferente. Estou pedindo para todo mundo que eu conheço que doem à minha campanha em vez de me dar presentes no meu aniversário’.

Faltou pouco, ela conseguiu US$ 220. Ela disse para sua mãe que iria se empenhar mais no que vem. Um mês depois ela foi morta em um grave acidente de carro. Pessoas do mundo inteiro ouviram sobre seu pedido de aniversário, e então começaram a doar. Alguns meses depois, mais de US$ 1,2 milhões foram arrecadados. Um ano depois de sua morte, a mãe de Rachel junto com seus avós foram pra Etiópia conhecer algumas pessoas que Rachel ajudou.

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Rachel agora ajuda mais de 60.000 pessoas em mais de 100 vilarejos, que agora podem beber água limpa e potável, tudo por conta de um pedido de aniversário e do poder da transformação das palavras.

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O último desejo de uma jovem que vai morrer

Alice Pyne

Talvez o nome de Alice Pyne, de 17 anos, não te diga muito; no entanto, o que esta garota enfrenta merece notoriedade, ela tem câncer e um último desejo. Alice vive com seus pais em Ulverston, Reino Unido e sofre de um Linfoma de Hodgkin desde os onze anos e quando descobriu que o câncer contra o qual luta há quatro anos é terminal, se decidiu a abrir um blog para contar em seu dia a dia, seus sentimentos e suas experiências.

Ela também criou uma lista de coisas que quer fazer antes de morrer, e já conseguiu realizar alguns deles como: sair em uma caravana, receber uma massagem nas costas, conhecer os cantores do grupo Take That e inclusive nadar entre tubarões. Também conseguiu conhecer David Cameron, Premiê de seu país, para pedir um maior esforço na promoção da doação de medula óssea. 

Ainda entre as coisas que Pyne deseja realizar estão: ir ao museu do chocolate Cadbury World, treinar golfinhos e ir ver baleias no mar. Ademais, a lista inclui um desejo muito particular: Alice Pyne quer converter-se em Trendig Topic, um desejo adolescente bobo, mas compreensível, que parece não estar muito longe já que a tag #Alicebucketlist está se tornando cada vez mais popular por contar com suas contas ativas no Twitter (@Alice_Pyne) e Facebook, e ser, pouco a pouco, uma cara e nome conhecidos por sua história enfrentada com grande vitalidade. Algumas de suas fãs pages podem ser encontradas em Alice Pyne e Alice Pyne Bone Marrow Recruitment Appeal.

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A lista de Alice tem até nome “A lista de Bucket“, o nome veio do filme The Bucket List (Antes de Partir no Brasil), protagonizada por Jack Nicholson e Morgan Freeman, que narra as aventuras de dois homens doentes de câncer que fogem de um hospital para tentar realizar seus últimos desejos.

Leia também o último desejo de um fã de Star Trek, aqui.

Quando nada pode te parar

Fan Ling

Fan Ling tem 21 anos e perdeu parte dos braços em um acidente. No entanto, ele trabalha no computador, joga tênis e faz mais algumas atividades comuns para boa parte das pessoas “normais”. Um grande exemplo de superação!

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Gestos bonitos têm de acontecer antes que seja tarde

Star Trek - Além da Escuridão

Nem todo mundo tem a oportunidade de  realizar um desejo antes de morrer, felizmente Daniel um homem de 41 anos conseguiu. Fã de Star Trek, e diagnosticado há muitos anos com leucemia, ele pôde ver o filme “Star Trek – Além da Escuridão” graças a uma postagem no site Reddit.

Infelizmente Daniel estava em estado terminal e faleceu, ele realizou seu último desejo, mas foi um dos poucos que teve essa oportunidade e conseguiu. Por que esperar a morte do ente querido chegar passivamente, se ainda podemos realizar um último desejo? 

Foi através da mensagem abaixo que o diretor J.J. Abrams, chegou até Daniel. Leia na íntegra aqui.

“Meu maravilhoso marido cinéfilo diagnosticado com leucemia aos 38 teve de aguentar três sessões de quimioterapia antes de acharem um doador de medula compatível”, escreveu a esposa de Daniel na mensagem. “Mas ele foi atacado por um novo câncer, totalmente diferente (…) Não há nada a fazer a não ser deixá-lo confortável. Ele tem apenas algumas semanas de vida.”

E você o que faria para realizar o ultimo desejo de quem você ama? Você faria alguma coisa?

Leia também a história de Lola Bloomer

A cada cigarro menos 11 minutos de vida

Cigarro

A indústria do cigarro é uma das principais inimigas da saúde pública. Afinal, o cigarro é um produto feito para viciar e matar. São 4 milhões de mortes por ano, uma a cada oito segundos. O pior de tudo é que, nesse mesmo tempo, outra vítima é “recrutada”, normalmente um jovem. Calculam que fumar de maneira habitual encurta a esperança de vida em 6,5 anos.

Estudos do Reino Unido determinaram o real impacto sobre a saúde das pessoas. Consumir um pacote de 10 unidades equivale a viver três horas e 40 minutos menos, enquanto que um cartão completo resta um dia e meio de vida do fumador.

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Todos estão cansados de saber que o tabaco é nocivo para a saúde, que pode produzir câncer e que a longo prazo encurta a vida das pessoas. Mas um novo estudo realizado por um grupo de cientistas da Universidade de Bristol na Inglaterra, da mais precisão a estas advertências ao calcular que cada vez que um homem fuma um cigarro esta encurtando sua vida em 11 minutos. O investigador inglês Richard Mitchell explica que estimaram que se um homem fuma como media 5.722 cigarros anuais a partir dos 17 anos de idade, e não deixa de faze-lo até os 71, haverá consumido um total de 311.688 cigarros em toda a sua vida.

NO BRASIL

O cigarro mata o incrível número de 357 pessoas por dia no Brasil ou 15 pessoas por hora. Pense nisto a cada hora que passa no seu relógio morrem 15 pessoas vítimas do cigarro. De cada 10 novos casos de câncer, 4 são provocados pelo uso do cigarro. De cada 10 pessoas que morrem por causa do cigarro, 8 são homens a maioria por Infarto, AVC ou doenças crônicas do pulmão.

Pense bem antes de usar o cigarro como válvula de escape.


Pai diz não à guerra entre Irã e Israel

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Durantes séculos as guerras foram responsáveis pela morte de milhares de pessoas. Criado por uma pai de família e cidadão de Israel, esse homem de 41 anos resolveu demonstrar seu amor para com seus companheiros do Iran, e fazer um apelo as pessoas para que ajudem a difundir essa mensagem e conscientizar a humanidade de que nós não queremos guerras e que o povo quer paz! O post ganhou proporções muito grandes, e repercute mundialmente.

 

 

Mais de 140

E se você precisasse de um órgão?

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Cerca de 68 mil brasileiros aguardam por um órgão na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). O dado, do Ministério da Saúde, é o principal argumento utilizado pelas centrais de captação estaduais para convencer as pessoas a fazerem a doação. A doação de órgãos só é feita após a constatação de morte encefálica e se uma ou mais partes do corpo (órgãos ou tecidos) estiverem em condições de serem aproveitadas para transplantes.

Para ajudar a conscientizar as pessoas sobre a demora e dificuldade para doação de órgãos e ajudar a Santa Casa de São Paulo, a Y & R criou uma ação em supermercados trocando os números habituais da senhas de espera pelos número real da fila de espera para determinados órgãos.

Atriz paraplégica dá lição de superação

Tabata Contri

Tabata Contri, 29 anos, atriz e consultora em inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ficou paraplégica aos 20 anos, em um acidente de carro. Quem a encontra se surpreende com sua beleza e alegria, que expressa em um sorriso contagiante.

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Ela sofreu um acidente de carro na véspera de ano novo, 31/12/2000, estava no banco de trás de um Ford Ka, sem cinto de segurança. O carro aquaplanou na pista, perdeu a direção e caiu numa ribanceira de 10 metros. Na cabeça de Tabata achava que ia para o hospital e em pouco tempo ficaria “boa”. Não tinha noção da gravidade da situação. Teve uma lesão medular e na hora já não sentia as pernas. Os amigos que a tiraram do carro não tiveram muito cuidado ao fazer a remoção do corpo, pois achavam que o carro iria explodir. O socorro demorou 15 minutos, e ela ficou consciente durante todo o tempo.

Vale a pena ver o vídeo da história dela clicando aqui.

Abaixo, uma entrevista dela por conta da sua participação como atriz em uma novela brasileira.