4 anjos e uma vida – Parte II

Enfim, chegamos ao hospital São Camilo, na zona norte de SP, onde eles falaram que atendiam o meu convênio; entrei no hospital quase morto. Foi feita uma reanimação e constatado que eu estava com uma infecção muito forte e pelo meu quadro de câncer aquilo era muito perigoso. Eu tinha que ir para a UTI.

Com os primeiros atendimentos realizados e as coisas se estabilizando, a administração do hospital chega à Fabíola (meu anjo da guarda – ex-namorada) e diz que o convênio não cobria mais o meu atendimento e que eu tinha que sair dali ou pagar a conta. Ela entrou em desespero, não me deixava perceber o tamanho do problema, mas eu sentia que ela não estava bem. Aí começou uma briga entre ela o hospital e o convênio, isso era uma sexta-feira e o convênio não conseguia um hospital para me transferir

No meio de toda essa discussão, chamaram um oncologista para me avaliar, e aí eu conheci meu segundo anjo da guarda, seu nome é Flavio (médico oncologista), mesmo sabendo que eu não ficaria ali foi muito prestativo, e solicito, me deixou seu telefone e indicou algumas clínicas para meu tratamento.

Como era uma sexta-feira, e o convênio não arrumava vaga em outros hospitais e o São Camilo não me liberava, pois meu quadro era muito ruim, fui ficando internado no hospital como particular, sem a mínima condição de arcar com as despesas. Na segunda-feira, Fabíola entrou em contato com uma advogada amiga dela, que veio a se tornar meu terceiro anjo da guarda. A advogada entrou com uma liminar pela manhã e de tarde o juiz deferiu que o convênio teria que arcar com todas as minhas despesas e todo o tratamento naquele hospital.

Já internado no quinto andar, conheço meu quarto anjo da guarda, uma enfermeira chamada Patrícia, que sempre me ajudou muito. Foram feitos novos exames e foi constatado que meu câncer havia se espalhado pelo abdômen, pulmão e pescoço e que meu quadro era muito grave.

 “Eu sentia muita dor, estava conectado na morfina de duas em duas horas”

Fiz três ciclos de quimioterapia, minha namorada em momento nenhum saiu do meu lado e hoje a tenho como minha heroína. Os tumores do abdômen e pulmão desapareceram, ainda existe a doença no pescoço e no dia 26 de setembro fiz uma cirurgia para correção da minha voz e retirada do resíduo de doença que ficou no pescoço.

“Eu me senti morto, chorava muito, achei que não iria aguentar, pois os médicos me davam 30% de chance de ficar bem, por várias vezes me peguei dizendo que não queria mais, não aguentava mais os efeitos do tratamento. Só estou aqui hoje por causa de Deus, e dessas quatro pessoas que citei acima, meus pais, amigos e alunos”

Este relato é baseado em fatos reaisSe você não leu a primeira parte, clique aqui.

Publicado em novembro 21, 2012, em Superação e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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