4 anjos e uma vida

Nilson Santos é professor e tem apenas 30 anos, quem o vê nem imagina a luta que enfrentou nos últimos tempos. Quase morrer o trouxe de volta para a vida.

Há cerca de dois anos ele descobriu que estava com câncer no testículo, sem  convênio médico, graças a uma grande amiga, conseguiu uma cirurgia, todos o exames e um tratamento no litoral, região onde mora.

Com a cirurgia feita, o médico lhe deu um prognóstico de 95% de chances de cura, foram realizadas doze sessões de radioterapia e seguiu levando uma “vida normal”.

O que Nilson não esperava era em março deste ano começar a sentir fortes dores abdominais e nas costas, desesperado procurou seu oncologista e o mesmo dizia não ser nada relacionado ao câncer.

Sendo tranquilizado pelo médico, retornou para casa, até um dia acordar com nódulos no pescoço. A dor era quase insuportável e os nódulos só faziam aumentar, novamente foi ao oncologista que garantiu pela segunda vez não ser nada.

 “De tanta dor, no dia 25 de março, resolvi me internar por conta própria, já que não aguentava mais de dor”

Como já havia feito um convênio médico Nilson se internou no Hospital Beneficência Portuguesa de Santos por 20 dias, lá fez uma biópsia, e se sentia constantemente mal tratado, ficava largado sem o auxílio de um especialista, em um quarto com outras pessoas.

“Literalmente fiquei jogado lá”

De tanto reclamar recebeu alta, antes mesmo de saber o resultado do exame, ainda em casa a dor não cessava. No dia 12 de maio, seu aniversário, Nilson perdeu a voz e entrou em desespero, a voz era seu instrumento de trabalho, como faria para dar aulas? Era o que se perguntou naquele momento. De volta ao mesmo hospital foi novamente internado, quando o resultado saiu foi um choque. Uma neoplasia maligna.

“A médica que assumiu meu caso me disse: saia daqui, se não vai morrer!”

Foi quando a namorada dele, considerada um anjo em meio a tanta tragédia, pediu alta o colocou no carro e o levou para São Paulo, o que eles não imaginavam eram os problemas que ainda iriam enfrentar. O convênio de Nilson não era aceito em nenhum dos hospitais que eram referência em câncer.

Com a biópsia aberta e sentindo muita dor, o quadro agravou, agora ele estava com uma infecção generalizada, enquanto sua ex-namorada dirigia desesperada em busca de um hospital, ele morria jogado no banco de trás.

A segunda parte, relatada por Nilson será publicada em 21 de novembro de 2012, na próxima quarta-feira. 

Publicado em novembro 20, 2012, em Superação e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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