Doações que salvaram uma vida

Thaise Bússolo Teixeira, é uma jovem de apenas 32 anos, moradora de uma cidade pequena no interior de Santa Catarina, com apenas  200 mil habitantes. Quem vê uma jovem tão bonita e cheia de vida nem imagina o drama que ela enfrentou de 2011 até agosto desse ano.

Graduada em matemática Thaise está afastada das atividades escolares desde que descobriu sua doença. No final de 2011, ela começou a sentir muita falta de ar, entre idas e vindas a médicos foi internada em janeiro de 2012, durante dez dias, lá foi detectado hipertensão pulmonar (dependendo do caso provoca falha no coração). Sem saber o que causava a doença decidiu ir para Porto Alegre fazer exames mais detalhados.

Finalmente foi diagnosticada com CIA – Comunicação Interatrial, a cirurgia seria feita em setembro, mas da forma convencional. De volta a Criciúma/SC decidiu se consultar com um cirurgião cardíaco conhecido, foi quando conheceu a cirurgia vídeo assistida, um procedimento já feito em grandes centros médicos, mas ainda novo na cidade. O médico já havia realizado seis cirurgias como esta, a dela seria a sétima. Com o parecer favorável de toda a equipe médica, a operação foi marcada para o mês de setembro e quando tudo parecia certo, esbarrou em um fator de impedimento.

O procedimento que é menos invasivo que uma cirurgia convencional (que abre o peito inteiro), e possibilita uma recuperação mais rápida, custa nada menos do que R$ 25.000,00 (Vinte e cinco mil reais).

Afastada do trabalho e recebendo auxílio-doença, já estava juntando dinheiro para este momento, mas ainda não havia conseguido nem metade dessa quantia. Por isso resolveu criar uma “vaquinha” para arrecadar a quantia de  R$ 4.500,00 (Quatro mil e quinhentos reais) que ajudaria na soma do montante.

“Não foi nada fácil descobrir a doença, fiquei em choque”

Thaise e sua família já conhecem bem a rotina de hospitais, sua mãe sofre de um câncer irreversível a cinco anos. Quando descobriu que estava com um problema no coração ficou em choque, mas graças ao apoio de familiares e amigos enfrentou a situação de cabeça erguida.

Em entrevista exclusiva ao blog Lágrimas no Céu, Thaise  falou sobre o medo que sentiu e suas expectativas. 

Viviane Lima: Como foi contar pra sua mãe sobre a sua doença? Como ela encarou isso? 

Thaíse Bússolo: Foi bem complicado, ela não chora na minha frente, mas sei que já chorou muito. Eu e o pai até tentamos esconder, mas agora tivemos que contar tudo certinho.

 VL: Você buscou apoio em algum lugar?

TB: Sou católica, peço muito a Deus que me abençoe neste momento e tenho amigos maravilhosos que não deixam desanimar, nos encontramos todas as semanas para assistir futebol que amamos e nos divertimos muito.

VL: O que mudou depois de você descobrir a doença, se as pessoas se aproximaram ou se afastaram?

TB: Mudou o fato de eu ter que me afastar do trabalho, no qual amava muito. Mas não senti que as pessoas se afastaram, pelo contrário, estão sempre perguntando como estou.

VL: Quais seus medos, expectativas, esperanças?

TB: O medo maior é a cirurgia. As pessoas perguntam: Tá, mas esse método não corre risco? Corre também, toda cirurgia corre. Só o fato de saber que o meu coração e pulmão irão parar de trabalhar e a função será jogada para uma máquina já fico apavorada. O médico quis me mostrar fotos e imagens das outras cirurgias, mas eu me arrepio toda e prefiro não ver nada. Um dos furos é pela aurela do seio e ficará bem machucado, talvez tenha que fazer uma plástica depois.  A expectativa e esperança e poder voltar a ter uma vida normal, e poder cuidar da minha mãe e trabalhar como sempre fiz desde nova. Tenho 32 anos e já tinha 15 anos de carteira assinada, sempre trabalhei, paguei a minha graduação e as minhas duas pós-graduações.

A CIRURGIA

“Me senti enterrada viva, fiquei 12 horas entubada e em alguns momentos acordada, foi um período muito sofrido que estou tendo problemas pra esquecer”

 

A cirurgia de Thaíse foi realizada no dia (07/08), ela conseguiu arrecadar 4 mil reais, ela ficou internada durante nove dias, a cirurgia durou 3 horas e ela teve que passar  três dias na UTI. Dois meses após a cirurgia ela ainda sente dores musculares, mas segundo os médicos sua melhora será progressiva.

Publicado em outubro 16, 2012, em Superação e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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